A ANP lançou a Operação Fluxo Oculto, parte da investigação maior chamada Carbono Oculto, baseada em relatórios detalhados feitos pela agência, em conjunto com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP).
Essa ação coordena esforços para deter a lavagem de dinheiro e o uso ilegal de nafta, um solvente utilizado para adulterar combustíveis. Além do MP-SP e da ANP, participam a Receita Federal, a Procuradoria-Geral do Estado, a Secretaria da Fazenda de São Paulo e as polícias Civil e Militar, com operações em vários estados brasileiros, incluindo São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Equipes realizam buscas em locais como terminais de armazenamento, fábricas de solvente e indústrias químicas suspeitas de atuar no esquema.
Os agentes verificaram documentos, capacidades produtivas e coletaram amostras para análise em diferentes cidades, como Arujá, Itupeva, Paulínia, Rafard e Votorantim.
Dois terminais já estão interditados pela ANP desde fevereiro e abril, após encontrarem gasolina adulterada com solvente. A agência também revogou a autorização de operação de um dos fabricantes de solventes investigados.
A operação ainda mira fintechs suspeitas de funcionarem como bancos paralelos para a organização criminosa.
Nos últimos anos, a ANP aprimorou suas ferramentas de investigação e aumentou o controle sobre grupos suspeitos, promovendo multas, interdições e revogação de autorizações em todo o processo que envolve o combustível, desde a importação até a venda.
A agência mantém uma parceria constante com o Ministério Público e outras instituições, fornecendo informações técnicas e de inteligência para combater irregularidades com possíveis consequências criminais e civis.
As empresas autuadas podem receber multas que variam de 5 mil a 5 milhões de reais. A interdição dos locais é uma medida preventiva para proteger os consumidores, aplicada antes de qualquer processo administrativo.
Estadão Conteúdo

