Representantes da empresa chinesa Tuodao Medical, do Grupo Yijiahe, visitaram o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), gerido pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), na última quinta-feira (28). O hospital está se preparando para oferecer cirurgia robótica no sistema público de saúde com a inauguração do novo centro cirúrgico, previsto para ser concluído ainda este ano.
Essa visita possibilitou a troca de conhecimentos e a discussão sobre uma possível parceria para compra de equipamentos de cirurgia para o novo espaço, que contará com 16 salas de cirurgia, incluindo duas equipadas para procedimentos com robô, sendo uma destinada a pesquisa, ensino e treinamento de profissionais.
Emanuela Ferraz, diretora de Inovação, Ensino e Pesquisa, afirmou que a novidade ampliará a formação profissional dentro do hospital. Edson Gonçalves, diretor de Atenção à Saúde, ressaltou que a implantação da cirurgia robótica representa um avanço importante na qualidade do atendimento à população. O superintendente, Paulo Saad, comentou que o novo centro consolida o hospital como referência em casos complexos e aumenta o acesso a tecnologias modernas e seguras.
Durante a visita técnica, os convidados conheceram as instalações do hospital e do novo centro cirúrgico, que traz a expectativa de modernizar ainda mais a unidade.
Os equipamentos de cirurgia robótica servirão como uma opção além das videocirurgias, já usadas pela equipe médica, e poderão ser usados em cirurgias gerais, de câncer, proctológicas, ginecológicas, torácicas, cardíacas e de cabeça e pescoço.
O cirurgião torácico do HBDF, Humberto Alves de Oliveira, explicou que as máquinas ajudam os médicos com mais precisão e segurança nos procedimentos. A diretora de Infraestrutura, Logística e Obras, Bárbara Santos, disse que essa ação faz parte do plano para modernizar o atendimento.
Com esses equipamentos, o Hospital de Base pode ser o primeiro hospital público do Brasil a ter um centro de treinamento em cirurgia robótica, além de ser pioneiro no Centro-Oeste ao oferecer esse serviço.
O novo centro foi planejado para garantir segurança no atendimento e controle de infecções, incluindo uma sala de recuperação pós-anestesia com 18 leitos, áreas de apoio e setores para a logística hospitalar. Os espaços terão sistemas integrados para conectar equipamentos e imagens em tempo real, além de boa climatização, melhor circulação interna, ambientes amplos e fluxos separados para pacientes, profissionais e materiais.
Este local foi pensado para juntar vários serviços hospitalares e melhorar o fluxo interno. Com as cirurgias mais complexas acontecendo no novo centro, as áreas antigas serão adaptadas para procedimentos menos complexos.

