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quinta-feira, 07/05/2026

Aluguel residencial sobe 0,52% em abril, após alta de 0,40% em março, afirma FGV

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Os preços dos aluguéis de casas e apartamentos subiram 0,52% em abril, depois de terem aumentado 0,40% em março. Essas informações são do Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) nesta quinta-feira, 7.

O índice acumulou um aumento de 4,49% nos últimos 12 meses até abril, comparado a um crescimento de 4,78% nos 12 meses anteriores até março.

Matheus Dias, economista do Ibre/FGV, explicou que esse resultado indica um período de estabilidade no índice, influenciado por três razões principais.

Primeiramente, o alto nível de juros mantém a procura por imóveis para alugar, mas as dificuldades no orçamento das famílias limitam aumentos maiores nos preços feitos pelos proprietários. Em segundo lugar, há uma redução na inflação medida pelo IPCA, que é mais comum nos reajustes dos contratos de aluguel residencial. Por fim, o atual período de estabilidade mostra que o ciclo de ajuste dos contratos, iniciado após a pandemia, está chegando ao fim, já que a maioria dos contratos já foi renovada com preços atuais durante 2023 e 2024.

O IVAR foi criado para acompanhar a variação mensal dos valores pagos em contratos reais de aluguel residencial no Brasil, baseando-se em dados colhidos diretamente de contratos firmados entre proprietários e inquilinos, com mediação de empresas administradoras. Antes, a FGV analisava apenas anúncios de imóveis, e não os preços efetivamente acordados.

Analisando as quatro cidades que fazem parte do índice da FGV, o aluguel residenciais em São Paulo teve um aumento menor que o mês anterior, passando de 1,06% em março para 0,32% em abril. No Rio de Janeiro, o aumento cresceu de 0,06% para 0,70%. Belo Horizonte teve um salto de queda de 0,50% para alta de 1,17%, e Porto Alegre viu o aluguel passar de uma leve queda de 0,06% para uma alta de 0,40%.

Nos 12 meses analisados, o crescimento do aluguel foi de 0,86% em São Paulo, 4,82% no Rio de Janeiro, 9,68% em Belo Horizonte e 7,31% em Porto Alegre.

Esses dados refletem a evolução do mercado de aluguéis residenciais nas principais cidades brasileiras, indicando tendências de aumento moderado e estabilidade nos preços.

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