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quinta-feira, 07/05/2026

Luxo e investigação: carros de funcionários do BRB são apreendidos

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Em Brasília

Na última quinta-feira (7/5), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou a Operação Insider, que investiga suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo funcionários do Banco de Brasília (BRB). Como parte da ação, foram bloqueados oito veículos de luxo e um imóvel no Distrito Federal, além de solicitarem o bloqueio das contas bancárias dos investigados.

Entre os carros bloqueados está um Toyota Corolla Cross 2026, um SUV médio que pode superar o valor de R$ 200 mil.

A investigação teve início após o banco identificar irregularidades em uma agência na Ceilândia, como operações suspeitas e falhas no cumprimento das normas internas por parte do gerente da unidade. Os envolvidos residem no Distrito Federal, no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Movimentações financeiras suspeitas

De acordo com a polícia, foram detectadas movimentações incompatíveis envolvendo dois funcionários públicos do BRB, um servidor federal, empresários e empresas relacionadas entre si. Os investigadores estimam transferências suspeitas que totalizam cerca de R$ 15 milhões, incluindo uso frequente de dinheiro em espécie e a possível ocultação de bens através da compra de veículos caros.

Parte dos valores analisados teria origem em uma fraude eletrônica contra empresas privadas, que já foi identificada, com recursos bloqueados no BRB.

Venda irregular de carteiras de ativos

Um dos principais suspeitos é um empregado do BRB encarregado da intermediação de carteiras de ativos. Ele teria recebido comissões pela venda de três carteiras avaliadas em mais de R$ 60 milhões. O servidor está sendo investigado por possíveis irregularidades nas operações da BRB DTVM (Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários).

Desdobramentos e penalidades

  • A Operação Insider cumpre 17 mandados de busca e apreensão.
  • Os investigados são funcionárias do BRB suspeitos de vendas ilegais de fundos de investimento.
  • A apuração foi iniciada a partir de denúncia feita pelo próprio banco, baseada em auditoria interna.

Se forem condenados, os envolvidos poderão responder por corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que podem chegar a 30 anos de reclusão.

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