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sábado, 18/04/2026

USP oferece bônus mensal de R$ 1.600 para funcionários e busca encerrar greve

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A Universidade de São Paulo (USP) apresentou uma proposta para seus funcionários que visa dar um bônus mensal como forma de incentivo para encerrar a greve que começou no início desta semana.

O conflito começou devido a uma gratificação que só era paga aos professores, chamada Gace, que é uma bonificação por atividades estratégicas, como ministrar disciplinas em inglês e desenvolver projetos especiais. Essa medida foi aprovada no final de março pelo Conselho Universitário e já vinha sendo discutida há algum tempo. O reitor Aluisio Segurado, que assumiu este ano, prometeu essa iniciativa durante sua campanha.

O custo anual dessa bonificação para a USP é estimado em R$ 238,44 milhões. Para os professores, o salário inicial é de R$ 16.353,01 por mês, e esse bônus representa um aumento de 27,5%.

Em uma reunião recente, a reitoria propôs um valor total para gratificação dos funcionários igual ao destinado aos professores. Isso significa que cada um dos aproximadamente 12 mil funcionários da USP poderia receber em torno de R$ 1.600 por mês durante o período em que os professores receberem a gratificação, inicialmente previsto para dois anos, podendo ser estendido.

Essa gratificação começaria a ser paga no início de 2027, junto com o pagamento para os docentes. A USP confirmou essa proposta, e o sindicato dos trabalhadores da universidade deve dar uma resposta após sua próxima assembleia.

Greve dos alunos cresce

Enquanto isso, os estudantes da USP expandem sua paralisação. Na última assembleia, vários cursos e institutos, como Filosofia, Enfermagem, Química, Psicologia e Oceanografia, votaram a favor da greve. A Escola Politécnica também aderiu ao movimento, apesar de sua tradicional resistência a greves.

Os alunos reivindicam melhores condições de permanência, aumento de bolsas e melhorias nos restaurantes universitários, que têm recebido denúncias sobre qualidade dos alimentos. A greve conta com o apoio do Diretório Central dos Estudantes (DCE).

Além disso, há uma controvérsia sobre um regulamento dos espaços dos centros acadêmicos, que pode afetar o comércio feito por essas entidades.

Posição da USP

O reitor Aluisio Segurado declarou que o objetivo das bonificações é valorizar as atividades acadêmicas e a carreira docente, promovendo reconhecimento, retenção de talentos e ampliando a excelência acadêmica para contribuir com o desenvolvimento social.

A USP também informou que está avaliando propostas para valorizar os servidores técnico-administrativos e que reajustes nos benefícios dos servidores ocorrerão a partir de abril, incluindo aumento no vale-alimentação, vale-refeição e auxílio-saúde.

Sobre os estudantes, a universidade destacou que em 2023 implementou políticas de apoio à permanência estudantil, com bolsas e auxílios direcionados para quem está em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

Quanto às denúncias nos restaurantes universitários, equipes técnicas estão apurando os relatos e medidas administrativas estão em andamento.

Sobre o regulamento dos espaços estudantis, a USP afirmou que busca assegurar segurança jurídica sem limitar a liberdade das entidades estudantis.

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