Um médico foi indiciado por homicídio culposo pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) por negligência que contribuiu para a morte de uma paciente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Brazlândia (DF).
Segundo o inquérito, o profissional deixou a mulher cair de uma cadeira de rodas enquanto ela era levada dentro da unidade.
O caso
A paciente, Cíntia Maria Dourado Mendes, começou a apresentar sintomas graves, como inchaço, ânsia de vômito e desmaios em 10 de fevereiro de 2024. Ela foi atendida em uma tenda, onde recebeu soro e fez exames, mas foi orientada a voltar para casa.
Nos dias seguintes, o estado de Cíntia piorou. Na noite do dia 11, a família a levou à UPA, onde um servidor minimizou os sintomas afirmando que eram normais em casos de dengue leve. A paciente desmaiou e foi levada para receber soro, mas a família foi liberada para ir para casa com instruções de hidratação.
Na madrugada do dia 12, a situação se agravou e a família voltou à UPA. Por não conseguir andar, Cíntia foi levada em uma cadeira de rodas, que acabou caindo, fazendo com que ela batesse a nuca no meio-fio da rampa da unidade.
Cíntia Maria Dourado Mendes foi encaminhada para a área vermelha da UPA, onde sofreu parada cardiorrespiratória, foi reanimada e intubada, mas não resistiu.
Investigação
A apuração da PCDF incluiu depoimentos de profissionais da saúde, testemunhas, familiares e análise de documentos médicos. A investigação apontou falhas no atendimento, incluindo a subavaliação do quadro clínico e a condução inadequada da paciente no retorno à unidade.
Com esses elementos, a autoridade policial decidiu pelo indiciamento do médico por conduta negligente. Não há condenação judicial até o momento.
