A previsão para a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026 é de 348,7 milhões de toneladas, segundo dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este número representa um aumento de 0,7% em relação a 2025, ano que registrou 346,1 milhões de toneladas.
O crescimento esperado é puxado principalmente pela soja, que deve alcançar um novo recorde histórico, com produção estimada em 174,1 milhões de toneladas. Este resultado indica um aumento de 0,2% em relação ao mês anterior e de 4,8% comparado a 2025, impulsionado por condições climáticas favoráveis e recuperação das lavouras, especialmente no Rio Grande do Sul.
Carlos Alfredo Guedes, gerente de Agricultura da pesquisa, destacou que o desempenho da soja está relacionado ao clima e à recuperação das plantações na Região Sul, que deverá produzir 18,6 milhões de toneladas, apresentando crescimento de 34,6%, apesar das projeções iniciais terem sido revistas para baixo devido a problemas climáticos.
Apesar do avanço geral, o IBGE prevê redução na produção de outras culturas como algodão herbáceo (8,9%), arroz em casca (10,6%), milho (2,5%), feijão (4,6%) e trigo (6,8%). O recuo no milho se deve a um crescimento de 15,7% na primeira safra, mas uma queda de 6,4% na segunda safra.
Impacto na economia
A agropecuária, que inclui agricultura e pecuária, teve um crescimento de 11,7% em 2025, representando o terceiro maior peso no Produto Interno Bruto (PIB) do país, atrás dos setores de serviços e indústria. Para 2026, o Banco Central projeta um aumento de 1% para esse setor, conforme o Relatório de Política Monetária.
