Em seu primeiro discurso como presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas fez críticas ao grupo político ligado ao ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes.
Ele citou os partidos PDT e PSD, acusando-os de boicotar a eleição para a presidência da Casa e de causar instabilidade no estado do Rio de Janeiro.
Douglas Ruas afirmou que a oposição tenta levar o debate político para o Judiciário, através de ações no Tribunal de Justiça do Rio e no Supremo Tribunal Federal, questionando a eleição para presidente da Alerj e a sucessão do ex-governador Cláudio Castro.
Essas ações resultaram na anulação da primeira eleição de Ruas pelo Tribunal de Justiça e na manutenção do desembargador Ricardo Couto como governador interino pelo STF.
Ele classificou essas ações como um desvio de finalidade e desrespeito aos eleitores, destacando que 25 parlamentares não compareceram à sessão e que o grupo aliado a Eduardo Paes boicotou a votação, defendendo eleições diretas para o governo do estado.
Douglas Ruas ressaltou que aqueles que boicotam a eleição demonstram temor das urnas e que seu partido defende a estabilidade e o direito dos cidadãos de escolherem seu governador.
Após o discurso, o líder do PL na Alerj, Filippe Poubel, sugeriu punições para faltas não justificadas, e Ruas afirmou que tomará as providências necessárias.
Nova eleição na Alerj
Em uma sessão esvaziada pela oposição, Douglas Ruas foi eleito presidente da Alerj sem adversários, com 44 votos a favor e uma abstenção.
A eleição contou principalmente com votos dos partidos PL, Republicanos e PP, enquanto os blocos do União Brasil e MDB se dividiram. O grupo que boicotou a votação era formado por PSD, PT, PSB, PCdoB e PDT, com exceção de um parlamentar.
A eleição de Ruas ocorreu após a cassação do ex-presidente Rodrigo Bacellar, que está preso sob suspeitas relacionadas ao Comando Vermelho e era pré-candidato ao governo do estado.
A primeira eleição de Douglas Ruas havia sido anulada pelo Tribunal de Justiça do Rio, mas a nova votação reafirmou sua presidência.
O grupo aliado a Eduardo Paes tentou adiar a escolha até a decisão do STF sobre a sucessão do governo, e articulou até uma candidatura alternativa, que acabou desistindo.
Tentaram também mudar para votação secreta, buscando atrair dissidências e derrotar o candidato governista, mas o pedido foi rejeitado pela Justiça do Rio.
A disputa na Alerj reflete o cenário político do estado, com tensões entre grupos e desafios para garantir estabilidade institucional.
