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sábado, 18/04/2026

Presidente de Cuba está preparado para possível ataque dos EUA

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Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba, afirmou nesta quinta-feira (16/4) que o país está pronto para enfrentar uma possível ação militar dos Estados Unidos. A declaração foi dada durante a comemoração dos 65 anos da Invasão da Baía dos Porcos, evento histórico que marcou a defesa do sistema socialista cubano.

Segundo o presidente, o momento atual é desafiador e exige preparação para ameaças sérias, incluindo agressão militar.

O pronunciamento acontece em meio ao aumento das tensões entre Cuba e os Estados Unidos. Recentemente, Donald Trump declarou que poderia ter a honra de assumir o controle de Cuba, aumentando o clima de conflito entre os países.

A invasão da Baía dos Porcos, ocorrida em abril de 1961, envolveu cerca de 1.400 opositores do governo de Fidel Castro, treinados e apoiados pela CIA, que tentaram derrubar o regime cubano. A ação falhou em poucos dias e fortaleceu o governo socialista.

O antagonismo entre Havana e Washington tem raízes antigas, principalmente após reformas feitas por Cuba, como a distribuição de terras e a nacionalização de empresas estrangeiras, muitas delas dos EUA.

“Foi criada uma narrativa falsa e muito cínica sobre Cuba ser um Estado falido. Cuba não é um Estado falido, é um Estado cercado”, disse o presidente cubano. “Continuamos sendo uma revolução socialista bem próxima ao império.”

Atualmente, o cenário se agravou, com os Estados Unidos impondo mais pressão econômica sobre Cuba, incluindo restrições ao fornecimento de combustíveis, o que afeta a situação interna da ilha.

Apesar das tensões, autoridades cubanas afirmam que há conversas entre representantes dos dois governos para tentar reduzir as divergências por meio do diálogo.

Ameaças recentes de Donald Trump a Cuba

Donald Trump tem focado sua política externa em Cuba desde o primeiro mandato, entre 2017 e 2021. Ele interrompeu a aproximação promovida por Barack Obama e adotou medidas mais duras, ampliando sanções contra Cuba.

Após voltar à presidência em 2025, Trump continuou essa linha rígida. Ele colocou Cuba novamente na lista de países patrocinadores do terrorismo e intensificou pressões econômicas e políticas contra a ilha.

No início de 2026, a imprensa dos Estados Unidos divulgou que a administração Trump planeja provocar mudanças no regime cubano até o final do ano. Desde então, Washington aumentou restrições contra Cuba.

Cuba ganhou ainda mais destaque após a queda de Nicolás Maduro na Venezuela, um dos principais aliados do governo cubano, o que agravou a situação econômica da ilha, fortemente dependente de petróleo estrangeiro.

“Os Estados Unidos têm tolerância zero para as ações do regime comunista cubano e agirão para proteger sua política externa, segurança nacional e interesses nacionais”, afirmou uma ordem assinada por Trump.

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