26.5 C
Brasília
sexta-feira, 24/04/2026

Policial usa voz falsa para enganar família no RS

Brasília
nuvens dispersas
26.5 ° C
26.5 °
26.5 °
41 %
3.6kmh
40 %
sex
25 °
sáb
27 °
dom
28 °
seg
29 °
ter
28 °

Em Brasília

Cristiano Domingues, policial militar investigado pela morte de três membros da família Aguiar em Cachoeirinha, Rio Grande do Sul, utilizou áudios alterados com inteligência artificial para simular a voz da ex-companheira Silvana de Aguiar, desaparecida desde o fim de janeiro.

Até o momento, Silvana e seus pais, Dalmira Germann de Aguiar, de 70 anos, e Isail Vieira de Aguiar, 69, continuam desaparecidos.

Cristiano, ex-marido de Silvana, e outras cinco pessoas foram indiciadas. O policial está preso, acusado de envolvimento no desaparecimento da família e suspeita de feminicídio contra a ex-esposa.

Depois do desaparecimento de Silvana, Cristiano usou o celular dela para gerar um áudio falso, com a voz da ex-mulher, onde afirmava estar bem após um suposto acidente e solicitava ajuda dos pais para um problema elétrico na casa.

Nas mensagens, a voz falsificada relata que a casa estava sem energia para tentar atrair a atenção dos pais para a residência onde o policial estava.

A polícia do Rio Grande do Sul investigou que Silvana teria desaparecido em 24 de janeiro. Um dia depois, ela teria comunicado um acidente ocorrido em Gramado, na Serra Gaúcha, mas esta versão foi descartada pela polícia.

Foi constatado que tanto o celular de Silvana quanto o de Cristiano estavam em Gravataí, também no RS, na data do suposto acidente.

Após enviar as mensagens falsas, Cristiano conseguiu levar o pai de Silvana, o senhor Isail Vieira de Aguiar, à casa da filha, de onde ele não foi mais visto. Poucos dias depois, a mãe, Dalmira, também desapareceu.

Investigações

A busca pela família iniciou em 24 de janeiro, após o desaparecimento de Silvana. Ela fez uma postagem nas redes sociais dizendo que havia sofrido um acidente ao voltar de Gramado.

No dia seguinte, os pais dela foram à delegacia para registrar o desaparecimento da filha, mas não conseguiram registrar a ocorrência porque a delegacia estava fechada.

Desde então, não se tem notícias do casal, que eram proprietários de um mercado local, que permanece fechado desde o dia 25 de janeiro.

Durante o inquérito, foram cumpridos seis prisões e 14 mandados de busca e apreensão, além de diligências para quebra de sigilo de dados telefônicos e bancários. Trinta e quatro testemunhas já foram ouvidas.

O inquérito reúne mais de 20 mil páginas e as investigações continuam para esclarecer o caso complexo envolvendo a família Aguiar.

Veja Também