Francisco Lima Neto
Folhapress
A Polícia Civil de São Paulo e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), do Ministério Público, realizaram uma operação nesta sexta-feira (8) contra Eduardo Magrini, conhecido como Diabo Loiro. Ele é suspeito de lavar dinheiro do tráfico de drogas do PCC (Primeiro Comando da Capital).
A reportagem tenta contato com a defesa dele.
Equipes do NECCOLD (Núcleo Especializado de Combate à Criminalidade Organizada e à Lavagem de Dinheiro) do Deinter 2 (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 2) cumpriram 11 mandados de busca e apreensão em Campinas, Atibaia, Monte Mor, Sumaré, Limeira, Mogi das Cruzes, Osasco e Taquaritinga.
De acordo com a investigação, Diabo Loiro usava duas empresas em nomes de terceiros, uma de transporte e outra de rodeio, para movimentar dinheiro do crime e tentar dar a aparência de legalidade.
Ele ostentava seu patrimônio milionário nas redes sociais, o que ajudou a ligar ele às empresas suspeitas, segundo a operação chamada Caronte.
O filho dele, Mateus Magrini, também é investigado e é alvo de busca e apreensão. Ele pode estar envolvido na movimentação de dinheiro ilícito por meio de uma empresa ligada a música.
As investigações contra Diabo Loiro começaram em 2016 e aumentaram após análises de dados fiscais, bancários e informações de órgãos oficiais que mostraram movimentações altas de dinheiro sem relação com os ganhos declarados.
A Justiça bloqueou R$ 10 milhões das contas dos investigados e confiscou veículos e outros bens registrados em nome dos suspeitos.
No ano passado, Diabo Loiro foi preso preventivamente em uma investigação do Gaeco de Campinas, suspeito de planejar a morte do promotor de justiça Amauri Silveira Filho com o PCC.
Diabo Loiro é ex-padrasto do MC Ryan, preso em abril na Operação Narco Fluxo da Polícia Federal, por suspeita de lavar dinheiro de jogos ilegais e tráfico, um esquema que movimentou R$ 1,6 bilhão.
Mateus Magrini também está entre os presos na Operação Narco Fluxo.
Até agora, a polícia apreendeu veículos, dinheiro em espécie e cabeças de gado, inclusive o boi Império, terceiro colocado no ranking da Confederação Nacional de Rodeio em 2025.
