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segunda-feira, 11/05/2026

Polícia investiga possível crime na queda de avião em Belo Horizonte

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UOL/FOLHAPRESS

A Polícia Civil de Minas Gerais iniciou uma investigação para verificar se houve algum crime relacionado à queda de um avião que ocorreu em 4 de maio em Belo Horizonte, deixando três mortos e dois feridos.

O inquérito busca entender o que causou o acidente e as circunstâncias envolvidas. Segundo informações da Polícia Civil de Minas Gerais, a investigação pode levar bastante tempo, pois é considerada complexa.

Testemunhas estão sendo ouvidas, imagens estão sendo examinadas e documentos estão sendo acrescentados ao processo. A delegada responsável pelo caso, Andréa Pochmann, da 1ª DP/Leste, coordena as investigações.

Ao mesmo tempo, o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) também analisa o acidente. Ainda que sejam apurações diferentes, elas estão conectadas, e o relatório do Cenipa será incluído nos autos do processo policial.

O acidente ocorreu quando um avião pequeno colidiu com um prédio residencial no bairro Silveira, na região Nordeste de Belo Horizonte. Após o impacto, a aeronave caiu em área próxima e houve um incêndio.

O acidente causou a morte de três pessoas: o piloto Wellington de Oliveira Pereira, 34 anos, o empresário Leonardo Berganholi Martins, 50 anos, e Fernando Moreira Souto, 36 anos, filho do prefeito de Jequitinhonha.

Os dois sobreviventes seguem hospitalizados na capital mineira: Arthur Schaper Berganholi, filho do empresário, que é advogado, e Hemerson Cleiton Almeida Souza, 53 anos, administrador com especialização em gestão financeira.

Ninguém que residia no prédio ficou ferido, embora alguns moradores ficaram temporariamente isolados porque a aeronave atingiu uma área de escadas, dificultando a saída. Vizinhos relataram ter ficado chocados com o ocorrido.

A Defesa Civil interditou o edifício temporariamente por dois dias como medida de precaução. Não foram encontrados danos estruturais aparentes em uma análise inicial, mas a interdição se deu devido ao vazamento de combustível e à necessidade de vistoriar os apartamentos.

O avião, modelo Neiva EMB-721C fabricado em 1979, estava regular no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), com certificado de aeronavegabilidade válido até 1º de abril de 2027.

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