Antonio Simões, CEO da Compass, distribuidora de gás do grupo Cosan, afirmou que a empresa vem se organizando desde 2020, ano de sua criação, para realizar sua abertura de capital (IPO) na B3. A estreia ocorreu nesta segunda-feira, 11, durante o pregão. “Este momento não acontece de repente. É resultado de um trabalho contínuo e consistente”, declarou pouco antes de tocar o sino que marcou o início das negociações da Compass no Novo Mercado da B3.
Na cerimônia, os executivos destacaram que desde a fundação da Compass em 2020, foram investidos R$ 15 bilhões, atendendo mais de 3 milhões de clientes. “Nesse período, construímos um portfólio com ativos estratégicos”, comentou o CEO.
A vice-presidente de Operações e Emissores da B3, Viviane Basso, ressaltou durante o evento que essa oferta marca um novo capítulo para a companhia. “O IPO é mais do que uma operação financeira, é um divisor de águas na trajetória da empresa”, afirmou.
A cerimônia contou com a presença de vários executivos da Compass, da B3 e advogados, muitos vestindo camisetas com o ticker PASS, símbolo que a Compass utilizará no Novo Mercado.
Durante o período de silêncio duplo, devido à oferta de ações ainda não liquidada e ao balanço que será divulgado na quarta-feira à noite, os executivos da Compass não puderam conceder entrevistas à imprensa.
Executivos dos bancos de investimento que coordenaram a oferta não participaram do evento, pois estavam em viagem para Nova York para acompanhar a semana brasileira na cidade.
A oferta da Compass movimentou R$ 3,2 bilhões, sendo totalmente secundária, com sócios vendendo suas ações. O principal vendedor foi a Cosan, que utilizará os recursos para pagamento de dívidas.
Esta foi a primeira operação do tipo na B3 desde agosto de 2021, quando a Raízen, também do grupo Cosan, e a Oncoclínicas realizaram suas aberturas de capital.
Estadão Conteúdo
