A primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, comentou nesta segunda-feira (11/5) sobre os riscos da desinformação para a saúde pública. Ela falou no Palácio do Planalto durante uma homenagem às vítimas da Covid-19, abordando a polêmica envolvendo a marca de detergentes Ypê e o apoio de grupos bolsonaristas ao consumo dos produtos, apesar das recomendações da Anvisa.
Janja lamentou o episódio e chamou de ignorância a atitude de pessoas que consumiram os produtos contaminados. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento e a suspensão de lotes da Ypê devido a riscos de contaminação microbiológica.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também entrou no debate, postando uma imagem favorável à marca no último sábado (9/5).
Evento no Palácio do Planalto
No evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, que será comemorado em 12 de março.
Janja expressou sua revolta com as mortes causadas pela doença e criticou quem disseminou desinformação durante a pandemia, citando o caso de um bebê que faleceu por falta de vacinação dos pais.
Ela pediu que os responsáveis que agravaram os impactos da pandemia no Brasil sejam responsabilizados e punidos, afirmando que familiares das vítimas não esquecerão. Janja reforçou sua esperança na justiça para esses casos.
Posição da Anvisa
A Anvisa explicou que a medida de recolhimento foi tomada para proteger a saúde da população, após detectar falhas nos processos de fabricação da unidade da Química Amparo, em São Paulo. Essas falhas podem expor os consumidores a riscos devido à contaminação microbiológica.
Produtos afetados e medidas
A suspensão afeta diversos tipos de detergentes, sabões líquidos para roupas e desinfetantes da marca Ypê, especialmente lotes com numeração terminada em 1 fabricados na unidade em São Paulo. O uso dos produtos desses lotes foi desaconselhado.
Apesar disso, a Ypê conseguiu uma liminar na Justiça para suspender temporariamente a decisão da Anvisa, mas a agência continua orientando a não utilização dos produtos até nova avaliação.
