O navio de cruzeiro MV Hondius, que esteve com casos de hantavírus, deixou o porto de Granadilla, em Tenerife, Espanha, após finalizar o desembarque dos passageiros. A operação foi concluída na segunda-feira, 11 de maio, com a remoção dos últimos ocupantes da embarcação.
Detalhes da operação
Segundo a ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, 27 pessoas, entre elas 25 tripulantes e 2 médicos, permaneceram a bordo e seguirão viagem até os Países Baixos, onde o navio será desinfetado. O porto de Granadilla também passará por um processo de descontaminação.
Pouco antes das 19h, no horário local, um grupo com mais de 20 pessoas, usando máscaras e trajes de proteção sanitária, deixou o cruzeiro e embarcou em três ônibus militares espanhóis com destino ao aeroporto Tenerife Sul.
Os 22 passageiros restantes deixaram a Espanha em um voo para a Holanda, conforme informado pelo governo espanhol. Minutos após o desembarque, o MV Hondius zarpa e começou a se afastar da ilha de Tenerife.
No domingo, 10 de maio, outros 94 passageiros, de 19 nacionalidades diferentes, já haviam sido desembarcados e repatriados em oito voos organizados pelas autoridades.
A operação mobilizou mais de 20 países, além da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da União Europeia (UE). Agora, o cruzeiro segue para Roterdã, nos Países Baixos.
Missão cumprida
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, classificou a operação como uma “missão cumprida”. Junto com ministros espanhóis e o presidente do governo, Pedro Sánchez, Tedros afirmou que o compromisso das autoridades assegurou o controle da situação.
“O firme compromisso do governo garantiu que tudo acabasse bem”, declarou.
O representante da OMS também informou que os passageiros receberão acompanhamento médico e pediu calma aos países que irão recebê-los.
Ele destacou que a situação não tem relação com a pandemia de Covid-19.
Casos e mortes
De acordo com dados divulgados pela OMS na sexta-feira, 8 de maio, oito pessoas do navio adoeceram, das quais seis foram confirmadas com hantavírus.
Três mortes foram registradas: um casal holandês e um cidadão alemão.
As autoridades espanholas consideraram a operação um sucesso, elogiando o governo pela atuação com eficiência, transparência e humanidade.
