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quinta-feira, 21/05/2026

PEC 6×1: opiniões dos candidatos sobre jornada de trabalho

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Em Brasília

A cinco meses das eleições presidenciais de outubro, os pré-candidatos ao Planalto estão definindo suas posições sobre temas importantes para o eleitorado. Um dos assuntos em destaque é a proposta da chamada escala 6×1, tema que divide opiniões entre os candidatos.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho tem apoio dentro do governo e está em análise no Congresso Nacional. A proposta limita a jornada semanal a 40 horas, com 8 horas por dia e dois dias de descanso, que podem ou não ser consecutivos. As mudanças não podem afetar o salário dos trabalhadores.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apoia a medida como parte de sua campanha para tentar um quarto mandato.

Romeu Zema

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato pelo Novo, Romeu Zema, defende uma proposta diferente, na qual o trabalhador seja remunerado por hora trabalhada, criticando o regime atual da CLT. Zema considera que o objetivo do trabalhador é melhorar a renda, citando que brasileiros que vivem fora do país encontram regimes trabalhistas diferentes e melhores oportunidades.

Zema qualificou a proposta de Lula como populista e eleitoreira, afirmando que o governo usa o tema para obter votos e que essa medida poderá prejudicar parte da população.

Ronaldo Caiado

O ex-governador de Goiás e candidato pelo PSD, Ronaldo Caiado, preferiu não se posicionar diretamente contra a proposta. Em evento recente, afirmou que o cidadão deve poder escolher quantas horas deseja trabalhar, defendendo mais liberdade para acordos entre trabalhador e empregador ao invés de regras rígidas impostas pelo governo.

Segundo ele, o modelo de trabalho deve ser negociado conforme a vontade e disponibilidade do trabalhador.

Outros pré-candidatos

Renan Santos, do Missão, criticou a proposta da escala 6×1, afirmando que ela engana o trabalhador ao criar um cenário em que o emprego possa ser perdido.

Já o psiquiatra e candidato pelo Avante, Augusto Cury, evitou se posicionar de forma enfática e afirmou que é necessário avaliar o tema com cautela.

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