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quarta-feira, 20/05/2026

Saúde defende tecnologia nacional em Moscou

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A Fernanda De Negri, secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, ressaltou em Moscou, na Rússia, a importância do ministério em incentivar o desenvolvimento de tecnologias brasileiras para o Sistema Único de Saúde (SUS). A fala aconteceu em 14/05, durante um seminário sobre as tendências da saúde global até 2030, na 11ª Reunião Anual do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), do Brics.

De acordo com Fernanda De Negri, estimular a indústria nacional a criar novas substâncias é essencial para enfrentar desafios locais e mundiais, como os vistos na pandemia de Covid-19. Ela destacou que esse apoio também ajuda a manter o sistema de saúde financeiramente sustentável.

A secretária mencionou projetos já em andamento, como o sequenciamento genético de 100 mil brasileiros pelo Programa Nacional de Genômica e Saúde de Precisão (Genomas Brasil). Esses dados estarão em bancos nacionais, o que pode impulsionar a medicina personalizada no SUS.

Ela também falou sobre a aplicação da inteligência artificial na saúde pública, enfatizando a necessidade de priorizar a segurança e a ética no uso dos dados dos usuários. Segundo Fernanda, um sistema que atende mais de 200 milhões de pessoas deve usar ferramentas avançadas para melhorar a gestão, reduzir custos e tornar o atendimento mais eficiente.

Fernanda De Negri destacou a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), uma plataforma que conecta vários sistemas e já possui mais de 5 bilhões de registros, como informações de vacinas, exames e laudos médicos. Integrar dados de testes clínicos com o acompanhamento dos pacientes pode ajudar a comprovar o impacto das inovações e tornar a gestão mais precisa.

No mesmo dia, Fernanda teve reuniões com instituições russas para explorar cooperação em temas importantes para o Brasil. A missão continuou até 15/05 com encontros promovidos pelo Novo Banco de Desenvolvimento do Brics.

Em janeiro, o Governo do Brasil e o NDB firmaram contrato de US$ 320 milhões para construir o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI), que será o primeiro hospital inteligente do SUS. O investimento total será de R$ 1,9 bilhão, incluindo R$ 110 milhões do governo federal e R$ 55 milhões do governo de São Paulo. O ITMI será em São Paulo e utilizará inteligência artificial, telemedicina e conectividade integrada.

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