Comer fora de casa pode ser simples para muitos, mas para quem tem doença celíaca, escolher um restaurante envolve cuidados maiores. Segurança alimentar, controle dos processos e confiança na preparação são fundamentais, especialmente durante o Maio Verde, mês de conscientização sobre essa condição.
A doença celíaca é uma reação do corpo ao glúten, proteína encontrada no trigo, cevada e centeio. Pequenas quantidades ou até traços são suficientes para causar problemas, tornando a contaminação cruzada um grande desafio. Isso significa que não basta tirar o trigo da receita: todo o processo, desde os utensílios até o ambiente, precisa estar livre do glúten.
Em Brasília, alguns locais têm se destacado por oferecer total segurança. Mais do que adaptar pratos, esses estabelecimentos organizam sua produção para garantir que pessoas com doença celíaca possam comer sem medo.
Um exemplo é a confeitaria Quitutices, que comemora seus dez anos em 2026. Criada pela chef Inaiá Sant’Ana por uma necessidade pessoal, é referência por trabalhar com produção totalmente livre de glúten e lácteos, além de controlar rigorosamente para evitar qualquer contaminação cruzada.
Inaiá Sant’Ana explica que ainda há muita falta de informação. “Às vezes o prato não tem glúten, mas é feito no mesmo ambiente e com os mesmos utensílios, o que já representa risco”, diz. Ela destaca que encontrar lugares seguros é importante também socialmente: “Comer sem medo permite participar de encontros e celebrações com mais tranquilidade”.
Outros pontos na cidade seguem essa linha, ampliando opções. Lugares como Senhora Amêndoa, Saucker, Passos Sem Glúten e Lalow oferecem cardápios pensados para restrições alimentares e cuidam dos processos para garantir a segurança dos clientes.
Esses espaços crescem conforme aumenta a conscientização e o diagnóstico da doença celíaca, levando mais pessoas a buscarem ambientes seguros para comer, sem abrir mão do sabor e do convívio social.
Mais do que uma moda na culinária, esse movimento mostra uma mudança importante: para quem tem doença celíaca, comer bem é antes de tudo poder comer com segurança. E em Brasília, essa realidade está se tornando cada vez mais comum.
Para saber mais
O Maio Verde é dedicado a informar sobre a doença celíaca, destacando importância do diagnóstico, conhecimento e inclusão alimentar. O mês tem duas datas importantes: 16 de maio, Dia Mundial da Doença Celíaca, e 20 de maio, Dia Nacional da Pessoa com Doença Celíaca. A cor verde representa acolhimento e qualidade de vida para quem tem restrições ao glúten.
Serviço
Quitutices — CLS 315, loja 33, Asa Sul | Segunda, das 12h30 às 20h; terça a sábado, das 10h às 20h | (61) 98303-5396
Senhora Amêndoa — CLN 316, Asa Norte | Segunda, das 11h às 18h30; terça a sábado, das 10h às 19h30 | (61) 98110-8865
Saucker — SCRN 702/703, loja 01, Asa Norte | Segunda a sábado, das 11h às 22h; domingo, das 12h às 16h e das 18h às 22h | (61) 99508-4161
Passos Sem Glúten — CLSW 303, loja 74, Sudoeste | Segunda, das 14h às 20h; terça a sexta, das 10h às 20h; sábado, das 10h às 19h30 | (61) 98128-2908
Lalow — SRTVS 701, Bloco D, Loja 35, Asa Sul | Segunda a sexta, das 9h às 18h30; sábado, das 11h às 19h | (61) 99104-8001
