THAÍSA OLIVEIRA E ADRIANA FERNANDES
FOLHAPRESS
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, informou aos deputados do Distrito Federal que o Banco de Brasília (BRB) está sendo acompanhado diariamente, e que o Banco Central não está considerando o prazo de 29 de maio para o banco publicar seu balanço de 2025.
Galípolo destacou que o prazo legal para companhias de capital aberto foi até 31 de março e que o BRB não cumpriu essa data, deixando incerta a dimensão das perdas relacionadas às operações com o Banco Master.
Segundo os deputados que participaram da reunião, o presidente do Banco Central mencionou que existem medidas adicionais à multa imposta pelo atraso, independentemente da apresentação do balanço até o final do mês.
Os parlamentares também relataram que Galípolo reconheceu a importância do banco para o Distrito Federal e demonstrou disposição para colaborar na resolução dos problemas.
A deputada federal Érika Kokay (PT-DF) afirmou que a bancada do Distrito Federal está disposta a ajudar o BRB, mas não aceita que o governo local transfira a responsabilidade para o governo federal.
“Não podemos permitir que a responsabilidade pelo ocorrido no Banco de Brasília seja passada para o governo federal ou que o assunto seja postergado para depois das eleições. O governo do Distrito Federal precisa assumir suas responsabilidades”, enfatizou Érika Kokay.
Após o atraso na publicação do balanço, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, afirmou que o aporte financeiro necessário deveria ser concluído até 29 de maio. Atualmente, o plano de socorro depende das condições financeiras do Governo do Distrito Federal, que é o acionista controlador do banco.
Como não há recursos disponíveis, o governo do Distrito Federal tenta captar recursos, mas não possui capacidade financeira para oferecer garantia ao Tesouro Nacional, o que dificultaria empréstimos com juros mais baixos.
Além de Érika Kokay, participaram da reunião os deputados distritais Max Maciel (PSOL), Fábio Félix (PSOL) e a deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS).
Até o momento da publicação, o Banco Central não havia respondido aos pedidos de comentário.
