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quarta-feira, 20/05/2026

Dólar cai com melhora nas notícias da guerra, mas fica perto de R$ 5,00

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O dólar apresentou uma queda consistente nesta quarta-feira, impulsionada por sinais positivos no cenário internacional, especialmente relacionados ao conflito no Oriente Médio, mas ainda ficou próximo da marca de R$ 5,00 ao final do dia.

Títulos importantes do petróleo foram influenciados pela notícia de aumento do tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz e declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que indicam progresso nas negociações com o Irã, reduzindo o preço do barril e, consequentemente, o temor inflacionário. Isso fez com que as taxas dos títulos americanos diminuíssem, favorecendo a valorização das moedas emergentes.

Durante a maior parte do dia, o dólar teve queda, chegando a uma mínima de R$ 4,9999 antes de fechar a R$ 5,0034, uma queda de 0,74%. No mês, a moeda acumula alta de 1,02%, mas no ano apresenta queda de 8,85% frente ao real.

Marcelo Bacelar, gestor de portfólio da Azimut Brasil Wealth Management, destaca que o fortalecimento das moedas emergentes está relacionado à diminuição do risco global, impulsionado pela passagem de navios pelo Estreito de Ormuz e pela queda nas taxas de juros dos Estados Unidos. Ele ressalta também que o contexto político interno contribuiu para a recente valorização do dólar.

Donald Trump afirmou que os Estados Unidos estão nos estágios finais das negociações com o Irã, apesar de ter alertado que as ações militares podem ser retomadas caso o Irã não coopere. Isso levou os preços do petróleo a despencarem quase 6%.

O Banco Central informou que o fluxo cambial foi positivo na última semana, evidenciando entrada líquida de dólares no país, o que ajuda a sustentar o real.

Sérgio Goldenstein, economista da Eytse Estratégia, observa que apesar da entrada de capital, o real se desvalorizou em razão do risco político local, tendo o pior desempenho entre as moedas emergentes na última semana.

Mercado de ações

O índice Ibovespa teve recuperação expressiva após três dias de queda, subindo 1,77% e encerrando próximo de 177.356 pontos. O otimismo veio da melhora na situação do Estreito de Ormuz e da expectativa de acordo entre EUA e Irã.

Entre as ações que mais valorizaram destacam-se CSN Mineração, Cury e Lojas Renner. O mercado também aguarda resultados da Nvidia, que têm forte influência global.

Em Nova York, os principais índices como Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq fecharam em alta, refletindo o movimento positivo dos mercados.

Taxas de juros

Os juros futuros no Brasil mostraram queda significativa, acompanhando a descompressão nos preços do petróleo e a melhora no cenário global. As taxas para anos mais longos reduziram até cerca de 20 pontos-base.

A ata recente do Federal Reserve indicou cautela devido ao conflito no Oriente Médio, mas acena para manutenção dos juros estáveis até o fim do ano, o que deu suporte ao mercado financeiro.

Marianna Costa, economista-chefe da Mirae Asset, comenta que o ambiente internacional segue como principal fator de influência, especialmente o preço do petróleo, que tem pressionado a inflação e a curva de juros.

O cenário ainda é de muita cautela, mas o otimismo aumentou com as notícias recentes sobre as negociações entre EUA e Irã e o tráfego no Estreito de Ormuz.

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