O governo brasileiro condenou na última quarta-feira, 20 de maio, o tratamento recebido pelos ativistas da Flotilha Global Sumud, que foi interceptada no mar Mediterrâneo enquanto seguia em direção à Faixa de Gaza. O Itamaraty classificou a atitude das autoridades israelenses como degradante e humilhante.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil expressou repúdio à interceptação das embarcações em águas internacionais, assim como à detenção dos integrantes da missão humanitária, que foram considerados ações ilegais pelo governo brasileiro.
Posição do governo de Israel
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, criticou a conduta do ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, dizendo que não condiz com os valores do país, mas defendeu o direito de impedir que embarcações ligadas a apoiadores do Hamas chegassem a Gaza.
A flotilha havia partido do sul da Turquia e contava com cerca de 430 ativistas de aproximadamente 40 países.
Segundo os organizadores, a missão tinha como objetivo entregar ajuda humanitária à população palestina e desafiar o bloqueio naval imposto por Israel à Faixa de Gaza.
Entre os brasileiros detidos estão a advogada de direitos humanos Ariadne Teles, a militante Beatriz Moreira, a desenvolvedora de software Thainara Rogério e o médico pediatra Cássio Pelegrini. Israel informou que os ativistas serão deportados.
