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sábado, 18/04/2026

Miss Uberlândia presa em ação da PF contra tráfico de drogas

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Sara Monteiro, eleita Miss Uberlândia em 2025, foi presa temporariamente durante uma operação da Polícia Federal que investigava uma organização criminosa dedicada ao transporte de grandes quantidades de drogas.

Segundo as investigações, ela integrava um grupo envolvido com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

A defesa de Sara Monteiro não foi localizada até o momento. Mensagens enviadas ao contato em suas redes sociais não receberam resposta.

A prisão aconteceu em São Paulo, na última quarta-feira (15). Sara Monteiro é esposa de um dos líderes do grupo, que permanece foragido.

As autoridades apontam que ela era responsável por esconder os bens da organização criminosa. Suas redes sociais, com mais de cem mil seguidores, mostram postagens de viagens pelo Brasil e pelo mundo, além de fotos com carros e barcos de luxo. Sara também se apresenta como influenciadora fitness.

Em fevereiro de 2025, Sara Monteiro recebeu o título de cidadã honorária de Uberlândia, através de proposta do vereador Sargento Ednaldo (PP).

O vereador declarou que não havia informações negativas sobre Sara Monteiro na época e que a homenagem foi feita por causa do seu trabalho como empresária e sua participação no concurso Miss Minas Gerais.

Ele afirmou que não tem ligação pessoal ou profissional com a presa e, após a notícia da prisão, iniciou um processo para revogar a honraria concedida.

A prisão de Sara Monteiro faz parte da operação Luxury, que cumpriu 22 mandados de prisão preventiva, cinco de prisão temporária e 39 de busca e apreensão, além de apreender cerca de 61 milhões de reais. As ações ocorreram em Uberlândia, Uberaba, São Paulo, Campo Grande, Dourados, Ribas do Rio Pardo e Vista Alegre.

Investigações começaram após a apreensão de aproximadamente uma tonelada de maconha em Frutal, Triângulo Mineiro, em abril do ano anterior. Desde então, a Polícia Federal já confiscou quase seis toneladas da droga.

A organização criminosa lavava o dinheiro por meio de empresas falsas e pessoas de fachada, tentando dar aparência legal aos recursos obtidos com o crime.

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