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quinta-feira, 30/04/2026

Lula lança programa para ajudar famílias com dívidas

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um novo programa do governo para facilitar a renegociação de dívidas, chamado Desenrola 2.0. O programa permitirá que famílias negociem dívidas de cartão de crédito, cheque especial, crédito rotativo, crédito pessoal e até do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

De acordo com o presidente, o programa terá juros reduzidos, de até 1,99% ao mês, e descontos que poderão variar entre 30% e 90% do valor da dívida. As parcelas serão menores e com prazo maior para quitação. Além disso, será possível usar até 20% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para ajudar no pagamento das dívidas.

O novo programa será lançado oficialmente na próxima segunda-feira, dia 4 de maio. Uma nova regra importante para quem aderir ao programa é a proibição de utilização de plataformas de apostas online por um ano, como medida para evitar que o endividamento aumente por conta dessas apostas.

Luiz Inácio Lula da Silva destacou em seu pronunciamento que o endividamento das famílias brasileiras cresceu muito nos últimos anos e está tendo um impacto negativo na vida de muitos cidadãos. O governo, segundo ele, está comprometido em ajudar o trabalhador brasileiro a superar essa dificuldade.

Defesa do fim da escala 6×1

O presidente também falou sobre a proposta para acabar com a escala de trabalho 6×1, que está em discussão no Congresso Nacional. Segundo ele, essa mudança permitirá que os trabalhadores tenham mais tempo para a família, estudo, saúde e descanso, especialmente beneficiando as mulheres.

Crise dos combustíveis

Durante o pronunciamento, Luiz Inácio Lula da Silva mencionou ainda os esforços do governo para minimizar os efeitos da crise global causada pela guerra no Oriente Médio, destacando a redução de impostos sobre combustíveis e outras medidas para garantir o abastecimento e conter o aumento dos preços.

O presidente reforçou o compromisso do Brasil com sua soberania e afirmou que o país não aceitará ser tratado como subordinado de outras nações, defendendo a importância da proteção dos recursos e da independência nacional.

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