A agência que cuida dos remédios nos Estados Unidos anunciou, nesta quinta-feira, 30, que pretende aumentar o controle sobre cópias de alguns tratamentos para diabetes e obesidade, como o Ozempic.
A Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) quer limitar ainda mais a fabricação legal de versões alternativas desses remédios.
Marty Makary, comissário da FDA, disse que “quando há remédios aprovados pela FDA, os locais autorizados para produzir medicamentos não podem fabricar compostos a partir de substâncias ativas em grande quantidade, a não ser que haja uma necessidade médica clara”.
As autoridades americanas sugerem retirar da lista de substâncias permitidas para a produção alguns ingredientes usados em medicamentos dos laboratórios Novo Nordisk e Eli Lilly, como semaglutida, tirzepatida e liraglutida.
Se essa medida for aprovada após consulta pública, poderá restringir a produção de certas cópias desses medicamentos, que não são genéricos.
No início, as autoridades toleraram essas preparações devido à alta demanda dos pacientes e à oferta limitada desses tratamentos, que fez as empresas Novo Nordisk e Eli Lilly perderem muito dinheiro.
Essas versões foram criticadas, especialmente pela FDA, por oferecerem riscos à saúde, pois algumas cópias podem ter problemas na dosagem, na qualidade ou não seguir as normas regulatórias exigidas.
O anúncio desta quinta-feira foi bom para os laboratórios. Na bolsa de Wall Street, as ações da Novo Nordisk subiram mais de 6% e as da Eli Lilly cresceram mais de 8%, impulsionadas também por bons resultados financeiros recentes.
