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quinta-feira, 30/04/2026

Salário médio no Brasil sobe para R$ 3.722 no começo de 2026

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O salário médio mensal dos trabalhadores no Brasil chegou a R$ 3.722 nos três primeiros meses de 2026. Isso representa um aumento real de 5,5% em comparação ao mesmo período de 2025, sendo o maior valor registrado desde que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) começou em 2012. Este é o segundo trimestre consecutivo com o salário médio acima de R$ 3.700, depois de atingir R$ 3.702 no trimestre anterior e R$ 3.662 no último trimestre de 2025, mostrando um crescimento de 1,6% em apenas três meses.

Esses dados foram divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aumento no salário médio foi observado principalmente em dois setores: comércio, que teve alta de 3% (R$ 86 a mais), e administração pública, com crescimento de 2,5% (R$ 127 a mais). A coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, explicou que parte desse aumento ocorreu por conta do reajuste do salário mínimo para R$ 1.621 em janeiro, além da diminuição de 1 milhão de trabalhadores informais que ganham menos, em comparação ao final de 2025.

O total de salários pagos chegou a R$ 374,8 bilhões, um recorde para esse período, com crescimento real de 7,1% em relação ao início de 2025, representando um aumento de R$ 24,8 bilhões. Esse valor corresponde ao total de rendimentos pagos aos trabalhadores, que são usados para consumo, pagamento de dívidas, investimentos e poupança.

A taxa de desemprego ficou em 6,1%, a menor já registrada para o primeiro trimestre desde que a pesquisa começou, uma redução de 0,9 ponto percentual em comparação com os 7% de 2025. A pesquisa considerou desempregadas as pessoas que buscaram emprego nos 30 dias antes da coleta dos dados, abrangendo indivíduos com 14 anos ou mais em todas as ocupações.

A informalidade caiu para 37,3% da população ocupada, totalizando 38,1 milhões de trabalhadores informais, abaixo dos 37,6% do trimestre anterior e dos 38% registrados em 2025. O número de empregados com carteira assinada no setor privado (exceto domésticos) cresceu 1,3% no ano, com 504 mil pessoas a mais, chegando a 39,2 milhões. Já os trabalhadores sem carteira no setor privado diminuíram 2,1% no trimestre, chegando a 13,3 milhões. Os trabalhadores por conta própria permaneceram estáveis em 26 milhões no trimestre, mas subiram 2,4% (607 mil a mais) na comparação anual.

Entre os setores, houve crescimento anual em informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (+3,2%, 406 mil a mais) e na administração pública (+4,8%, 860 mil a mais). O setor de serviços domésticos registrou redução (-3,6%, 202 mil a menos).

A proporção de trabalhadores que contribuem para a previdência social alcançou 66,9%, o maior índice da série, incluindo 68,174 milhões de brasileiros protegidos socialmente, como empregados, empregadores, trabalhadores domésticos e por conta própria que contribuem para institutos como o INSS. Segundo Adriana Beringuy, isso mostra a melhoria na formalização do trabalho, mesmo que informais como autônomos sem CNPJ possam contribuir individualmente.

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