A soma dos salários que circulam na economia atingiu um novo recorde no trimestre que terminou em março, alcançando R$ 374,8 bilhões, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios no IBGE, destacou que “o mercado está sustentando uma massa de rendimentos do trabalho significativa e bastante expressiva”, indicando um aumento na renda disponível.
O rendimento médio real dos trabalhadores chegou ao ponto mais alto da série histórica, atingindo R$ 3.722 no período analisado. Essa alta reflete uma redução no trabalho informal e o desligamento de trabalhadores em setores de menor remuneração.
Adriana Beringuy explicou que, embora tenha havido uma queda na ocupação, essa redução não foi muito intensa e afetou principalmente trabalhadores que recebem menos.
Comparado ao trimestre anterior, que terminou em dezembro, o rendimento médio real dos trabalhadores cresceu 1,6%, o que representa um aumento de R$ 60. Em relação ao mesmo trimestre de 2025, essa renda média aumentou 5,5%, um acréscimo de R$ 195.
Além disso, Adriana Beringuy ressaltou que a população ocupada hoje apresenta uma participação menor de trabalho informal do que no trimestre anterior, possivelmente devido a reajustes do salário mínimo e ganhos reais obtidos nos últimos anos.
Considerando a renda nominal, ou seja, sem descontar a inflação do período, houve um crescimento de 3% no trimestre até março em comparação com o trimestre anterior, e um aumento de 9,8% em relação ao mesmo período de 2025.
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