Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte, admitiu que alguns soldados do país, enviados para a guerra na Ucrânia, preferiram se suicidar a serem capturados pelas forças ucranianas. A declaração foi feita durante um discurso na cerimônia de inauguração do Museu Memorial dos Feitos de Combate em Operações Militares no Exterior, realizado na última segunda-feira (27/4).
No discurso, Kim ressaltou que esses militares escolheram o suicídio para preservar a honra e que são considerados soldados fiéis ao partido e patriotas. Ele destacou o sacrifício daqueles que não hesitaram em seguir as ordens e defenderam seu país mesmo diante da morte.
Presença militar na Europa
Em 2024, soldados da Coreia do Norte foram enviados para a Europa com a missão de apoiar as forças russas na guerra contra a Ucrânia. Na época, militares ucranianos haviam feito avanços na região russa de Kursk, chegando até mesmo a controlar algumas áreas, que depois foram retomadas pela Rússia.
Antes disso, Kim Jong-un e o presidente russo Vladimir Putin firmaram um acordo de defesa que prevê apoio mútuo em caso de ataques de terceiros. Até o momento, as autoridades de Pyongyang e Moscou não revelaram o número exato de soldados norte-coreanos que participaram dos combates, mas estimativas indicam cerca de 14 mil combatentes apoiando a Rússia.
