O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), através do Grupo de Apoio à Segurança Escolar (Gase), tem intensificado ações para combater o bullying nas escolas da capital federal. Em 29 de abril, foi realizada na Escola Classe 13 de Taguatinga a oficina “O professor, o aluno e o combate ao bullying”, destinada aos profissionais da educação.
Conduzida pela facilitadora Caroline Resende, a oficina abordou temas como a saúde integral dos professores, o contexto social dos estudantes, comunicação não violenta e medidas legais para prevenir e enfrentar o bullying. As oficinas foram atualizadas para alcançar mais pessoas, incluindo a sensibilização sobre o bem-estar no trabalho, valorização dos educadores e prevenção ao adoecimento. Durante os encontros, é apresentado o curso autoinstrucional “Bullying na perspectiva da instituição de ensino: prevenção e enfrentamento”, disponível na plataforma da Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU).
Caroline Resende ressaltou o ambiente de cultura violenta ao redor dos estudantes, agravado pela pandemia, que causou isolamento, medo, luto e outros desafios em fases importantes do desenvolvimento. Além disso, as redes sociais contribuem para padrões irreais que afetam a autoestima e a saúde mental dos jovens, promovendo comparações e intolerância.
Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE 2024), apresentados na oficina, mostram aumento nos casos de bullying e maior insatisfação dos estudantes com a própria imagem. Entre os professores, mais de 84% relatam exaustão emocional.
As formações destacam que as escolas têm a responsabilidade de prevenir, identificar e agir contra o bullying, podendo ser responsabilizadas civil, penal e administrativamente em casos de omissão. As ações de prevenção incluem temas como empatia, comunicação, cultura digital, cidadania e cooperação, alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC). As medidas contra o bullying devem ser rápidas para interromper o ciclo de violência, ajudar as vítimas e responsabilizar os agressores.
Desde março, as oficinas do Gase já passaram pelo Centro Educacional 308 do Recanto das Emas, Escola Classe 01 de Planaltina e Escola Classe 01 de Taguatinga. Além de trabalhar com os educadores, o grupo realiza rodas de conversa com os estudantes, como a de 9 de abril para alunos da 7ª série do Centro Educacional 308, abordando diversidade, respeito e comunicação para relacionamentos saudáveis, com oficinas para criar cartazes.
Novas atividades estão previstas para maio, como rodas de conversa com alunos da 2ª série do CEF Cerâmicas Reunidas Dom Bosco e da 5ª série da Escola Classe 13 de Taguatinga. O grupo continuará promovendo formações em várias regiões administrativas do DF. Caroline Resende destacou a importância do envolvimento das escolas para aplicar ações técnicas e efetivas que promovam uma cultura de paz.
Com informações do MPDFT
