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quinta-feira, 30/04/2026

Petróleo oscila com incertezas no Oriente Médio

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O preço do petróleo variou nesta quinta-feira, 30, enquanto investidores monitoram as negociações entre os Estados Unidos e o Irã, além das tensões na região do Oriente Médio envolvendo esses países e Israel. Durante a madrugada, o preço do petróleo Brent para entrega em junho chegou a subir mais de 7%, alcançando quase US$ 126 o barril, patamar não visto desde 2022.

Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), o petróleo WTI para junho fechou em queda de 1,69% (US$ 1,81), a US$ 105,07 o barril.

O Brent para o mesmo mês fechou com uma leve queda de US$ 0,04, negociado na Bolsa Intercontinental de Londres (ICE), a US$ 110,40 o barril.

Investidores reagiram à notícia divulgada pelo Axios de que o presidente dos EUA, Donald Trump, receberia um informe do Comando Central americano (Centcom) sobre possíveis planos militares contra o Irã.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que o país pode ser obrigado a agir contra o Irã em breve. O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o Irã está adotando a estratégia da Coreia do Norte para obter armas nucleares, criando uma defesa de mísseis.

No Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei afirmou que o país continuará protegendo seus programas nuclear e de mísseis. Essa posição foi apoiada pelo presidente Masoud Pezeshkian, que criticou fortemente o bloqueio marítimo imposto pelos EUA como “intolerável”.

O analista do Price Futures Group, Phil Flynn, alertou que, apesar do aumento do petróleo devido ao conflito no Irã, as consequências do conflito estão mudando o cenário energético mundial, especialmente após a saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep. Ele destacou que, quando a situação se estabilizar, os Emirados terão liberdade para aumentar a produção fora das cotas estabelecidas pelo cartel.

O embaixador do Brasil em Abu Dhabi, Sidney Romeiro, avaliou que a saída dos Emirados da Opep já era aguardada, mas foi antecipada pela guerra e pelas ações de retaliação do Irã contra alvos no país vizinho.

Estadão Conteúdo

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