A Petrobras anunciou que reiniciou a produção de ureia na unidade Araucária Nitrogenados S.A (Ansa), localizada em Araucária, Paraná, que estava parada há seis anos. Esta ação marca um passo importante na reativação da subsidiária.
A reabertura da Ansa envolveu um investimento de R$ 870 milhões. Desde o início do projeto em 2024, a fábrica passou por diversas fases, incluindo manutenção, inspeções técnicas, testes, formação de equipe e contratação de serviços.
Além da Ansa, a Petrobras também reativou as unidades Fafen-SE, em Sergipe, em dezembro de 2025, e Fafen-BA, na Bahia, em janeiro de 2026. Juntas, essas fábricas deverão suprir cerca de 20% do mercado interno de ureia.
A empresa está finalizando a construção da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, com previsão de operação comercial a partir de 2029. A expectativa é que a Petrobras atenda cerca de 35% da demanda nacional por ureia nos próximos anos.
Essa estratégia visa reduzir a dependência da importação e fortalecer a cadeia produtiva do agronegócio e da indústria brasileira.
Durante a reativação da Ansa, foram gerados mais de 2 mil empregos temporários, e a operação regular da planta deve manter cerca de 700 empregos diretos.
Antes da produção de ureia, a Ansa já havia produzido ARLA 32, um insumo para reduzir emissões de veículos a diesel, e amônia.
William França, diretor de Processos Industriais da Petrobras, destacou que “com as unidades Fafen e Ansa operando, a Petrobras diminui sua dependência externa de ureia e valoriza a cadeia produtiva do setor de fertilizantes, que é estratégico para a empresa”.
A Ansa está situada próxima à Refinaria Getúlio Vargas (Repar), região metropolitana de Curitiba, e tem capacidade anual para produzir 720 mil toneladas de ureia, cerca de 8% da demanda nacional, junto a 475 mil toneladas de amônia e 450 mil metros cúbicos de ARLA 32.
Estadão Conteúdo
