Washington e Brasília – Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump se encontraram na Casa Branca para uma reunião de trabalho que durou três horas. O encontro abordou temas como o combate ao crime organizado, questões comerciais e minerais críticos.
Lula chegou à sede do governo norte-americano e foi recebido com tapete vermelho por Trump. Logo após, ambos participaram de uma reunião privada no Salão Oval, seguida de um almoço juntos. A declaração conjunta prevista após a reunião acabou não acontecendo.
O encontro ocorre sete meses após a última reunião entre os dois líderes, realizada na Malásia em outubro. A principal pauta brasileira foi a cooperação no combate ao crime organizado e a reversão de tarifas comerciais que ainda penalizam setores da economia do país.
Durante a visita, Lula solicitou que o protocolo de imprensa fosse invertido para que os jornalistas só acompanhassem o encontro após sua conclusão, diferindo do costume norte-americano. Trump aceitou a mudança.
Cooperação contra o crime organizado
O governo brasileiro propôs uma parceria para fortalecer o combate à lavagem de dinheiro e ao tráfico internacional de armas. Essa proposta está em análise pelo governo dos Estados Unidos, que também considera a possibilidade de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, medida rejeitada pelo governo brasileiro para evitar interferências externas.
Minerais estratégicos e comércio
Outro tema relevante da agenda foi o setor de minerais críticos, onde o Brasil possui grandes reservas. O país aprovou recentemente uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, esperando ampliar parcerias na área com os EUA.
Comitivas presentes
Lula veio acompanhado de ministros das áreas de Fazenda, Relações Exteriores, Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Minas e Energia, Justiça e Segurança Pública, além do diretor-geral da Polícia Federal.
Do lado americano, estiveram presentes o vice-presidente, o chefe de gabinete da Casa Branca, secretários de Comércio e do Tesouro, e o chefe do órgão de comércio exterior dos EUA.
