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quinta-feira, 07/05/2026

Fake advogados ligados ao PCC usavam iPhones caros

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Durante a Operação Causa Ganha, a Polícia Civil do Distrito Federal realizou uma ação para investigar um golpe conhecido como ‘falso advogado’. Na manhã desta quinta-feira (7/5), foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em diferentes cidades, incluindo São Paulo, Santos, São Vicente, Fortaleza e no estado do Ceará.

Na casa de um dos suspeitos, foram apreendidos dois iPhones 17 Pro Max, avaliados em mais de R$ 10 mil cada, além de R$ 20 mil em dinheiro.

As investigações apontam que os criminosos usavam aplicativos de mensagens para se passar por advogados ou representantes legais, enganando as vítimas com falsas promessas de liberação de valores judiciais. Com isso, induziam as pessoas a realizar transferências bancárias fraudulentas sob o pretexto de pagar taxas processuais inexistentes.

Delegado Dário Freitas destacou que os suspeitos criavam uma falsa percepção de facilidade para obter dinheiro, aproveitando-se da confiança das vítimas.

Durante as diligências, foram recolhidos aparelhos eletrônicos, computadores e quantias em dinheiro utilizadas nas fraudes. Também foi identificado que os investigados têm antecedentes criminais por tráfico de drogas e roubo. Em São Vicente, um suspeito foi preso por porte de drogas durante a ação policial.

A apuração revelou ainda movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada dos suspeitos e o uso de contas bancárias de terceiros para esconder os valores obtidos de forma ilícita.

A operação contou com o apoio das Polícias Civis de São Paulo e Ceará. Os envolvidos devem responder por estelionato eletrônico, falsa identidade, lavagem de dinheiro e associação criminosa, com penas que podem ultrapassar 20 anos de prisão.

As investigações seguem para analisar o material apreendido e identificar outros participantes do grupo e possíveis vítimas.

Relação com o PCC

Durante as buscas, foi encontrado na residência de um suspeito o símbolo da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo. Essa simbologia, incluindo o símbolo Yin Yang e o número 1533, foi identificada também em muros próximos ao local.

Especialistas informam que o uso desses símbolos tem diminuído, especialmente no Distrito Federal, devido ao receio de exposição e prisão por envolvimento com a facção.

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