Francisco Lima Neto
Folhapress
Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, empresária do Maranhão, foi presa na madrugada desta quinta-feira (7) no Piauí. Ela é suspeita de maltratar uma empregada doméstica grávida.
De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão, a empresária foi encontrada em Teresina enquanto tentava sair da cidade.
A advogada de Carolina, Nathaly Moraes Silva, afirmou que sua cliente não estava tentando fugir e que planejava se apresentar às autoridades em Teresina, onde possui família.
Segundo Nathaly, Carolina está enfrentando ameaças e o caso teve grande repercussão. Ela pretendia deixar o filho com sua família em Teresina, pois não possui parentes no Maranhão.
A advogada também explicou que a empresária reconhece ter cometido lesão corporal, mas nega a tortura. Em áudios, Carolina fala coisas que não realizou, um reflexo de seu comportamento.
Nathaly está solicitando um habeas corpus para que Carolina cumpra prisão domiciliar.
A Justiça do Maranhão decretou a prisão preventiva da empresária após a Polícia Civil descrever o caso como grave, relatando agressões físicas, uso de arma de fogo, violência contra gestante, ameaças de morte, e indícios de planejamento dos crimes.
Agentes do Piauí e Maranhão participaram da operação para prender a suspeita, que também teve os seus aparelhos eletrônicos alvo de busca e apreensão.
Além disso, a prisão visa proteger a vítima, garantir a ordem pública e assegurar o andamento do processo investigativo.
Um policial militar, citado nas denúncias, foi detido em São Luís e está sob investigação pela Corregedoria da PM.
Entenda o caso
Carolina Sthela Ferreira dos Anjos é suspeita de agredir e torturar uma empregada doméstica de 19 anos, grávida, que trabalhou em sua residência por cerca de 15 dias em Paço do Lumiar, região metropolitana de São Luís.
As agressões teriam ocorrido no dia 17, quando Carolina acusou a empregada de roubar um anel. Áudios revelados pela TV Mirante mostram a empresária detalhando as agressões, incluindo o uso de um homem armado para ajudar nos atos.
A vítima contou que sofreu puxões de cabelo, tapas, murros, quedas no chão e chutes, o que a deixou com hematomas pelo corpo. Ela tentou proteger a barriga durante as agressões.
Carolina relatou nos áudios que usava violência intensa contra a empregada, chegando a colocar uma arma na cabeça e boca dela.
Apesar de o anel ter sido encontrado no cesto de roupas sujas, as agressões continuaram, segundo a empresária.
A jovem registrou queixa na polícia e teve o caso confirmado pelo Instituto Médico Legal por meio de exames.
Mesmo após a Polícia Militar visitar a casa de Carolina, ela não foi levada à delegacia, pois um dos agentes a conhecia e optou por não conduzi-la à prisão imediatamente.
O delegado responsável pela investigação, Walter Wanderley, confirmou que os áudios já fazem parte do inquérito e são provas claras da autoria das agressões.
