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quinta-feira, 07/05/2026

Padre afastado por suspeita de abuso em paróquia

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Sidney Wilson Basaglia, de 50 anos, foi afastado temporariamente após denúncias de abuso contra uma adolescente que era coroinha na igreja onde ele atuava. O caso aconteceu em Serra Negra (SP) e a decisão pelo afastamento foi tomada pela Diocese de Amparo, local onde o padre exercia as funções de vigário-geral e cura da Catedral Nossa Senhora do Amparo.

De acordo com o Ministério Público de São Paulo, os abusos ocorreram entre 2014 e 2016, quando a vítima tinha 14 anos. Sidney Wilson Basaglia é natural de Guarulhos (SP) e iniciou sua trajetória religiosa em 2002, quando foi ordenado diácono na Paróquia São José, em Mogi Mirim (SP). Posteriormente, foi ordenado padre em 2003, na mesma paróquia.

Antes de ser afastado, ele ocupava o cargo de vigário-geral da Diocese de Amparo, que é uma das posições mais importantes da administração da Igreja Católica, auxiliando diretamente o bispo na condução das atividades da diocese. Ele também era responsável pelo cuidado espiritual dos fiéis na catedral local.

A decisão de afastar o padre foi tomada após avaliação do bispo diocesano e do Conselho de Presbíteros, permitindo que Sidney Wilson Basaglia possa se dedicar à sua defesa. A diocese ressaltou que o afastamento não prejudica sua presunção de inocência conforme a investigação canônica em andamento.

Detalhes da investigação

  • O Ministério Público aponta que o padre estabeleceu uma relação de confiança com a vítima, oferecendo presentes, convidando para jantares e participando de atividades fora do ambiente familiar.
  • O religioso teria usado sua posição de autoridade para manipular emocionalmente a adolescente e criar dependência.
  • Os abusos teriam ocorrido em locais privados, como a paróquia e a casa de familiares da vítima.
  • As condutas eram mantidas em segredo, dificultando a identificação e reação da vítima.
  • Em primeira instância, Sidney Wilson Basaglia foi condenado a seis anos de prisão em regime semiaberto.

A Diocese de Amparo reafirmou o compromisso com a verdade, a justiça e a proteção da dignidade humana, mantendo a comunidade informada quando necessário. A nota termina com um pedido de orações por todos os envolvidos, assinada pelo bispo Dom Luís Gonzaga Fechio e pelo vigário-geral padre Luciano Luiz A. Querido.

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