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segunda-feira, 08/06/2026

Jogadores refugiados vão disputar a Copa 2026

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A Copa do Mundo de 2026, que acontecerá no Canadá, Estados Unidos e México, terá jogadores que trazem histórias de refúgio e superação. Muitos atletas foram criados em campos de refugiados ou tiveram que deixar seus países em meio a conflitos para buscar uma vida melhor.

Essas trajetórias mostram a realidade de crises humanitárias recentes, como as guerras na Libéria, Bósnia, Angola, Iraque e Serra Leoa. Os jogadores vivenciaram o deslocamento forçado, tiveram que se adaptar a novas culturas e encontraram no futebol uma forma de reconstruir suas vidas.

O ACNUR, agência da ONU para refugiados, montou um time simbólico com jogadores que têm essa história de refúgio, destacando o papel do esporte como transformação social e integração.

Alguns jogadores em destaque

Alphonso Davies nasceu em um campo de refugiados em Gana, após sua família fugir da guerra civil na Libéria. Reassentado no Canadá, Davies se tornou capitão da seleção canadense e embaixador da boa vontade do ACNUR.

Nestory Irankunda veio de um campo de refugiados na Tanzânia, onde sua família buscou refúgio depois da guerra civil no Burundi. Atualmente, ele é uma promessa do futebol australiano.

Mohamed Touré, atacante do Norwich City, nasceu em campo de refugiados na Guiné, cujos pais fugiram da guerra civil da Libéria, tendo depois sido reassentados na Austrália, onde começou sua carreira profissional.

Ermedin Demirović, nascido após a Guerra da Bósnia, cresceu fora do país por causa do conflito e representa a seleção da Bósnia.

Ali Al-Hamadi nasceu na Inglaterra, filho de refugiados iraquianos. Apesar de ter crescido no Reino Unido, optou por jogar pela seleção do Iraque.

Awer Mabil nasceu em um campo de refugiados no Quênia, filho de refugiados sudaneses. Reassentado na Austrália, jogou pela seleção nacional e é exemplo de superação.

Bernard Kamungo nasceu em um campo de refugiados na Tanzânia, filho de pais que fugiram do Burundi. Cresceu nos Estados Unidos, onde desenvolveu sua carreira e já joga na seleção norte-americana.

Esporte, inclusão e parceria global

O ACNUR e a FIFA estabeleceram uma parceria para ampliar o acesso de refugiados ao esporte, com destaque para crianças e jovens. Essa iniciativa promove inclusão e oferece oportunidades para pessoas afetadas por guerras e crises humanitárias.

O esporte serve como uma ferramenta de proteção, integração social e combate à xenofobia. A campanha “Game Change Team” simboliza essa união, reunindo jogadores com histórias de deslocamento forçado que estarão na Copa do Mundo de 2026.

Esses atletas mostram que refugiados são mais do que suas dificuldades, são talentos que contribuem significativamente para as sociedades que os acolhem.

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