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segunda-feira, 08/06/2026

Depoimentos de babá e ex-enteada foram decisivos para condenar Jairinho

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São Paulo, 07 – Os relatos da babá de Henry Borel e da filha de uma ex-namorada de Jairo Souza Santos Junior, conhecido como Jairinho, foram fundamentais para a condenação do ex-vereador pela morte do menino de 4 anos no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, conforme informado pelo Fantástico, da Rede Globo.

“Ele me afundava até eu encostar no chão, depois me soltava para que eu respirasse, só para me afogar de novo com o pé, me empurrando várias vezes até o chão”, contou a jovem.

A filha de uma ex-namorada de Jairinho disse que sofreu agressões desde os 5 anos e que durante o julgamento, relatou que o ex-vereador a levava a motéis e a empurrava em uma piscina.

Natasha Machado, mãe da jovem, revelou que só descobriu as agressões um ano depois do relacionamento com Jairinho. “Eu só podia alertar o pai do menino para não desistir”, afirmou.

O julgamento, que começou em 25 de maio de 2026 e terminou na madrugada de 4 de junho, resultou na condenação de Jairo Souza Santos Junior por homicídio doloso qualificado e tortura contra seu enteado, Henry Borel. Ele foi sentenciado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão, começando em regime fechado no presídio de Bangu.

A defesa anunciou que recorrerá com o pedido de anulação do julgamento, alegando que provas favoráveis não foram consideradas.

A mãe do menino, Monique Medeiros da Costa e Silva, foi absolvida de homicídio doloso por omissão, mas condenada por tortura por omissão e recebeu perdão judicial pelo homicídio culposo por omissão.

Henry Borel faleceu em 8 de março de 2021, aos 4 anos, por hemorragia interna e lesão no fígado causadas por agressão.

Relatos da babá

Thayná de Oliveira Ferreira, babá de Henry, descreveu três situações de tortura contra o menino. Inicialmente, ela foi acusada de falso testemunho, mas depois mudou sua versão, sendo vital para a condenação.

Em 2 de fevereiro de 2021, ela enviou mensagens avisando que Jairinho trancou-se com Henry no quarto. Em 12 de fevereiro, imagens mostraram Henry mancando após ficar com o padrasto. Ambos os episódios foram considerados no julgamento; o terceiro foi descartado por falta de provas de aviso à mãe.

Leniel Borel, pai de Henry, afirmou que o perdão dado a Monique é como uma “terceira morte” do filho e prometeu ações legais para anular o julgamento.

O Ministério Público do Rio de Janeiro recorreu pedindo a anulação do julgamento devido a uma possível confusão na votação sobre a omissão de Monique no homicídio doloso ou culposo.

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