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sábado, 18/04/2026

Itamaraty informa número atualizado de brasileiros mortos na guerra na Ucrânia

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O Ministério das Relações Exteriores, conhecido como Itamaraty, divulgou nesta sexta-feira (17/4) a atualização do número de brasileiros mortos e desaparecidos na guerra que acontece na Ucrânia. Segundo a chancelaria, as autoridades ucranianas e russas notificaram oficialmente sobre 30 brasileiros mortos e 64 considerados desaparecidos em combate até o momento.

Os dados apresentados pelo Itamaraty abrangem apenas ocorrências oficialmente comunicadas pelos governos dos países envolvidos no conflito. Este novo balanço mostra um aumento em relação aos números divulgados em fevereiro, quando eram registrados 22 brasileiros mortos e 44 desaparecidos.

Brasileiros na guerra

De acordo com o Itamaraty, o número de brasileiros que deixam o país para lutar no conflito tem aumentado, muitas vezes sem informar os familiares.

O recrutamento geralmente ocorre pela internet, por meio de páginas oficiais das forças armadas estrangeiras. A Ucrânia disponibilizou recentemente uma plataforma de alistamento em português e utiliza grupos nas redes sociais, como WhatsApp, Telegram e Signal, para atrair voluntários.

Diante dessa situação, o governo brasileiro alerta sobre os riscos de se alistar em forças armadas estrangeiras. A chancelaria destaca que essa prática pode colocar em risco a vida dos cidadãos, limitar a assistência consular e até resultar em consequências legais.

O Itamaraty também informou que brasileiros que se alistam em exércitos estrangeiros podem ter dificuldades para deixar a zona de conflito e não têm garantia de apoio financeiro do governo para retornarem ao Brasil.

Em nota, o Ministério reforça que “não há obrigação do poder público em custear o retorno ou pagamento de passagens para cidadãos do exterior”. Por isso, a recomendação oficial é que as ofertas para participação em conflitos armados sejam recusadas.

As embaixadas do Brasil em Moscou e Kiev continuam disponíveis para oferecer assistência consular aos brasileiros que estejam na região afetada pelo conflito.

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