O Irã rejeitou a informação de que dois navios de guerra dos Estados Unidos atravessaram o Estreito de Ormuz no último sábado (11/4). A declaração foi feita pelo porta-voz do Quartel-General Central, Khatam al-Anbiya, das Forças Armadas iranianas.
“A alegação do comandante do Centcom sobre a aproximação e entrada de navios americanos no Estreito de Ormuz é veementemente negada. A iniciativa para a passagem e movimentação de qualquer embarcação está sob o controle das Forças Armadas da República Islâmica do Irã”, afirmou o porta-voz.
Esta negativa veio após o Comando Central dos Estados Unidos afirmar que os destróieres USS Frank E. Peterson e USS Michael Murphy cruzaram o Estreito de Ormuz em uma operação para desminagem naval.
De acordo com os Estados Unidos, essa ação faz parte de uma missão maior para garantir que a rota marítima esteja livre de minas supostamente instaladas pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. Seria a primeira vez desde o início do conflito que embarcações militares americanas transitam por este estreito.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou a operação e afirmou que a iniciativa seria “um favor a países do mundo inteiro”.
“Estamos começando o processo de limpar o Estreito de Ormuz como um favor a países do mundo inteiro, incluindo China, Japão, Coreia do Sul, França, Alemanha e muitos outros. Incrivelmente, eles não têm coragem ou vontade de fazer esse trabalho por conta própria”, complementou Trump.
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, responsável por cerca de 20% do fluxo global de petróleo e gás natural.
