Investigados na Operação Eixo, realizada nesta sexta-feira (10/4), mostravam luxo com dinheiro lavado do tráfico interestadual de drogas. Eles compravam carros caros, roupas de grife e imóveis, como uma mansão no Guarujá (SP) e um apartamento em Uberlândia (MG).
Foram cumpridos 56 mandados de busca e apreensão e 40 mandados de prisão temporária no Distrito Federal em áreas como Gama, Itapoã, Samambaia, Santa Maria e Vicente Pires, além de outras ações em sete estados brasileiros.
Os suspeitos fazem parte de uma organização criminosa complexa, que atua no tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro. Aproximadamente R$ 1 bilhão foi bloqueado em diversas contas relacionadas.
A investigação também confirmou que pelo menos três membros do grupo deixaram o Distrito Federal rumo ao Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, para participar de um treinamento tático.
Sobre a operação
- A Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor) conduziu a operação para desarticular uma organização criminosa de alta periculosidade que buscava especialização bélica no Rio de Janeiro;
- Com a supervisão de líderes do Terceiro Comando Puro (TCP), ao menos três brasilienses participaram de um verdadeiro treinamento com armas de grosso calibre;
- O grupo passou por um curso intensivo no Complexo da Maré, área de conflito entre TCP e Comando Vermelho (CV);
- Os membros ostentavam fotos com armas nas redes sociais, mostrando a gravidade da interação interestadual;
- A organização contava com o apoio de estrangeiros para operações financeiras, incluindo dois colombianos e um venezuelano;
- Os investigados podem ser condenados a penas que variam entre 11 e 33 anos de prisão por tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
