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quinta-feira, 11/06/2026

Estudo sobre saúde nas escolas no Brasil e Portugal

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Em Brasília

A Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs), ligada à Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), está envolvida em um estudo internacional que analisa as políticas e práticas de saúde nas escolas do Brasil e de Portugal. Este trabalho ocorre no Distrito Federal e tem como foco o projeto “Adaptação e validação da versão brasileira e portuguesa do Global School Health Policy and Practices Survey (G-SHPPS)”, que avalia e compara a saúde escolar entre os dois países.

No Brasil, a pesquisa é liderada pela professora Bruna Martins de Freitas, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), e conta com a participação de várias instituições de ensino superior tanto brasileiras quanto portuguesas. O principal objetivo é fortalecer a produção de conhecimento científico sobre saúde escolar, contribuindo para a melhoria das políticas públicas direcionadas a crianças e jovens.

De acordo com a professora Manuela Costa Melo, o estudo é desenvolvido em três fases. A primeira etapa já foi concluída, resultando na publicação de um artigo sobre a adaptação e validação do instrumento G-SHPPS para os contextos culturais do Brasil e Portugal.

Atualmente, os pesquisadores estão recolhendo dados para as próximas etapas. Isso inclui a avaliação das políticas e práticas de saúde escolar com professores e profissionais de enfermagem, além de uma pesquisa participativa com adolescentes, usando a metodologia photovoice, que se baseia em fotos e relatos feitos pelos próprios estudantes.

Em conformidade com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), o projeto pretende ampliar o conhecimento sobre saúde escolar nos dois países. Conforme Manuela, os resultados podem ajudar Brasil e Portugal a definir prioridades, criar programas e normas, além de garantir recursos para essa área. O estudo também é importante porque torna disponíveis as versões brasileira e portuguesa do G-SHPPS para uso futuro em outras regiões, facilitando a análise das políticas e práticas vigentes e o mapeamento das ações dos profissionais de enfermagem.

*Informações fornecidas pela Agência Brasília

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