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quinta-feira, 11/06/2026

Dinheiro e amor: como as finanças impactam os casais no Brasil

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Presentes, viagens e planos para o futuro costumam ser temas nas conversas durante o Dia dos Namorados. No entanto, um assunto que afeta diretamente a vida em casal ainda é pouco discutido: o dinheiro. Uma pesquisa da Serasa revelou que 53% dos brasileiros consideram as finanças a principal causa de conflitos nos relacionamentos amorosos.

O estudo também mostrou que 49% das pessoas já esconderam problemas financeiros do parceiro. Além disso, 41% afirmaram ter tido o CPF negativado por causa do relacionamento e 45% assumiram dívidas deixadas por ex-parceiros, mesmo após o fim do relacionamento.

Esses números explicam por que o tema tem ganhado destaque nas conversas sobre relacionamentos e planejamento familiar. Em uma data marcada por presentes e celebrações, especialistas sugerem que o diálogo sobre dinheiro também deve fazer parte do cotidiano dos casais.

Para Lucy Barbosa, planejadora financeira da VLG Investimentos, discutir orçamento, investimentos e metas futuras não deve ser algo exclusivo de quem pretende casar ou morar junto. “Quando surgem sonhos compartilhados, é essencial que o planejamento acompanhe esses objetivos. É ele que transforma intenções em metas alcançáveis”, afirma.

Amor e finanças caminham juntos

Lucy Barbosa destaca que um dos erros mais comuns é a falta de acordo sobre prioridades. O que para uma pessoa é um gasto importante, para outra pode parecer desnecessário. Sem diálogos claros sobre os hábitos de consumo, expectativas e metas, as diferenças podem gerar conflitos.

A especialista destaca que comunicação, transparência e respeito são fundamentais para alinhar objetivos quando os parceiros têm perfis diferentes. “O casal é formado por duas pessoas com individualidades e prioridades próprias. Por isso, é fundamental criar acordos que contemplem os objetivos em comum, respeitando os projetos individuais”, explica.

Construir patrimônio juntos não significa abrir mão da autonomia financeira. O casal pode definir investimentos para metas compartilhadas, como comprar uma casa, viajar ou formar uma reserva financeira, enquanto cada um mantém recursos para interesses pessoais. “É possível investir em conjunto e, ao mesmo tempo, preservar a independência financeira de cada um”, acrescenta.

As diferenças também aparecem na hora de investir. Um parceiro pode preferir aplicações mais seguras, enquanto o outro busca mais riscos. Nesses casos, Lucy Barbosa explica que diversificar os investimentos ajuda a equilibrar os diferentes perfis sem comprometer os objetivos do casal. “Não é preciso que ambos tenham a mesma tolerância ao risco. O importante é achar uma estratégia que faça sentido para os dois”, destaca.

Um estudo do Journal of Consumer Research mostra que casais que dividem parte da gestão financeira tendem a ter maior alinhamento de objetivos e melhor compreensão da situação financeira um do outro. Para Lucy Barbosa, independentemente de usar conta conjunta, contas separadas ou um modelo misto, a transparência é essencial para evitar desentendimentos.

“Conversar sobre dinheiro, revisar metas regularmente e definir prioridades juntos faz mais diferença do que o modelo financeiro escolhido. Quando há clareza sobre os objetivos, as decisões ficam mais simples e o casal segue na mesma direção”, conclui.

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