O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebe nesta quinta-feira (7/5), na Casa Branca, em Washington, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma reunião de trabalho sobre assuntos bilaterais importantes para os dois países.
No governo brasileiro, há opiniões divergentes sobre o que esperar desse encontro. Uma parte acredita que o presidente Lula deve ser cauteloso ao lidar com o líder norte-americano e evitar falar, por iniciativa própria, sobre temas delicados, como a possibilidade de classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.
Os Estados Unidos estão considerando essa classificação, mas o Palácio do Planalto rejeita essa ideia, pois acredita que isso pode permitir interferências externas no Brasil. Combater o crime organizado é uma prioridade para Lula na reunião, mas é provável que ele não levante o tema do terrorismo espontaneamente.
Cooperação no combate ao crime organizado
Em dezembro, o governo brasileiro apresentou ao Departamento de Estado dos EUA uma proposta para fortalecer a cooperação no combate ao crime organizado, que inclui ações contra lavagem de dinheiro e tráfico internacional de armas.
O Brasil pretende focar nessa proposta, que está sendo analisada pelos EUA. Durante a reunião, Lula e seus ministros devem destacar as medidas já adotadas pelo Brasil nessa área. A expectativa é que os dois países avancem em um acordo de cooperação contra o crime organizado transnacional, tema central no encontro.
Visita de Lula aos Estados Unidos
- Lula chegou a Washington na noite de quarta-feira (6/5).
- Além da segurança pública, outros temas serão discutidos.
- Entre eles estão minerais críticos, investigação sobre o Pix, conflito no Oriente Médio, tarifas e a candidatura de Michelle Bachelet à ONU.
- Este é o segundo encontro formal entre Lula e Trump. O primeiro ocorreu em outubro do ano passado, em Kuala Lumpur, Malásia.
Recentemente, o governo brasileiro firmou uma parceria entre a Receita Federal e o U.S. Customs and Border Protection para coordenar esforços de inteligência e ações contra o tráfico internacional de drogas e armas. Espera-se que essa visita amplie a cooperação entre os dois países.
Lula também deverá pedir ajuda dos EUA para prender o empresário Ricardo Magro, dono da Refit, suspeito de participação em um esquema de sonegação no setor de combustíveis. Lula já chamou Magro de um dos principais chefes do crime organizado no Brasil. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que esse assunto certamente estará na pauta do encontro.
