Em um dia com queda nos preços do petróleo e melhora no cenário internacional, o dólar comercial fechou em alta leve nesta quarta-feira (6), influenciado pela intervenção do Banco Central (BC). A moeda terminou cotada a R$ 4,921, com aumento de 0,17%.
O preço do dólar chegou a R$ 4,93 no pico do dia, perto das 11h30, mas caiu durante a tarde devido ao aumento do interesse global por investimentos mais arriscados. Apesar da queda do dólar frente a outras moedas, o câmbio foi pressionado por fatores internos, incluindo a atuação do BC, que vendeu US$ 500 milhões em contratos de swap cambial reverso, o que equivale à compra de dólares no mercado futuro.
Segundo analistas, o BC aproveitou o valor baixo da moeda estrangeira para fazer essas operações e diminuir o volume de swaps cambiais tradicionais. Outro motivo para o movimento foi a queda do petróleo, que antes ajudava o real por sua importância na balança comercial do Brasil. Apesar da alta do dia, o dólar acumula baixa de 0,63% na semana e queda de 10,34% no ano.
Na bolsa de valores, o Ibovespa teve alta pelo segundo dia seguido, refletindo o otimismo dos mercados internacionais. O principal índice da B3 fechou com avanço de 0,50%, aos 187.690 pontos, após oscilar entre 186.762 e 188.674 pontos. O volume financeiro foi de R$ 29,2 bilhões.
O desempenho positivo veio do aumento de ações de mineradoras e empresas de consumo. Por outro lado, papéis do setor de petróleo caíram junto com a commodity. As ações ordinárias da Petrobras recuaram 3,77%, e as preferenciais caíram 2,86%.
No exterior, as bolsas de Nova York subiram mais de 1%, com recordes no S&P 500 e no Nasdaq, fortalecendo o ambiente para investimentos de maior risco.
Os preços do petróleo caíram cerca de 7% no mercado internacional, afetando diretamente o câmbio e a bolsa. O barril de Brent caiu 7,83%, para US$ 101,27, e o WTI recuou 7,03%, para US$ 95,08.
Essa queda se deve a sinais de redução das tensões no Oriente Médio. O Irã afirmou que o Estreito de Ormuz está aberto para navegação segura, e os Estados Unidos indicaram progresso nas negociações com o país. Essa diminuição do risco de interrupções no fornecimento global reduziu o ‘prêmio de risco’ do petróleo, embora o mercado continue atento ao conflito, que pode causar volatilidade nos preços de energia e impactos na economia mundial.
Com informações da Reuters.
