São Paulo, 6 – O juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Criminal Federal de Santos, decidiu aplicar a Lei Antifacção ao MC Ryan SP e outros investigados na Operação Narco Fluxo, conforme pedido da Polícia Federal. Em sua decisão detalhada, o juiz comenta que os investigados estão ligados a grupos criminosos perigosos, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), as maiores organizações criminosas do Brasil.
Com essa decisão, MC Ryan, MC Poze do Rodo, Raphael Sousa Oliveira — dono da página “Choquei” — e o influenciador Chrys Dias, que são os principais investigados na operação, ficarão presos por 90 dias. Eles estão detidos desde 15 de abril, quando a Narco Fluxo prendeu 33 suspeitos envolvidos em um esquema de lavagem de dinheiro de R$ 1,6 bilhão, ligado a rifas e apostas ilegais. A defesa de MC Ryan preferiu não comentar sobre o assunto, e os demais alvos não se manifestaram.
A Lei Antifacção (Lei 15.358/26), que entrou em vigor em março, fortalece o combate contra o crime organizado. Ela se aplica a grupos de três ou mais pessoas que utilizam violência extrema para controlar regiões ou ameaçar autoridades como policiais, promotores e juízes. Líderes dessas organizações podem ser condenados a até 40 anos de prisão em regime máximo, e seus bens são confiscados, uma medida conhecida como “asfixia financeira”.
O juiz Roberto Lemos dos Santos Filho destacou que há provas claras do envolvimento dos investigados na Operação Narco Fluxo com grandes organizações criminosas que dominam o país e atuam até internacionalmente. A Procuradoria da República apoiou o enquadramento dos investigados na Lei Antifacção, afirmando que está sendo revelada uma organização que ajuda e protege grupos criminosos violentos que ameaçam a segurança do país.
Estadão Conteúdo
