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sábado, 18/04/2026

Detalhes do réu sobre execuções na chacina do DF

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O julgamento do caso conhecido como “Chacina do DF” está acontecendo no Fórum de Planaltina. No quarto dia do júri, o réu Carloman dos Santos Nogueira prestou depoimento. Na véspera, os réus Gideon Batista de Menezes e Fabrício Silva Canhedo foram interrogados, enquanto Horácio Carlos Ferreira Barbosa permaneceu em silêncio. Outro réu, Carlos Henrique Alves da Silva, também será interrogado ainda hoje. As sessões estão previstas para continuar até o fim de semana.

Os cinco réus são acusados de diversos crimes graves, incluindo homicídio qualificado, latrocínio, ocultação de cadáver, extorsão mediante sequestro, associação criminosa qualificada e corrupção de menores.

O crime aconteceu há três anos e as vítimas incluíam Marcos Antônio Lopes de Oliveira, 54 anos (patriarca), sua esposa Renata Juliene Belchior, 52, seus filhos Gabriela Belchior de Oliveira, 25, Thiago Gabriel Belchior de Oliveira, e as famílias relacionadas a eles, totalizando várias mortes motivadas por ganância financeira.

No interrogatório, Carloman admitiu que atirou em Marcos acidentalmente e que o corpo foi levado para o cativeiro. Ele explicou como as execuções ocorreram e descreveu como o grupo funcionava internamente. Segundo ele, Gideon e Horácio foram os responsáveis diretos pelos enforcamentos de Renata e Gabriela.

O enforcamento dessas vítimas aconteceu dentro de um carro. Carloman contou que Gideon se feriu gravemente ao tentar incendiar o veículo com as vítimas, o que impediu que ele próprio fosse morto. O réu acredita que os líderes principais, Gideon e Horácio, planejavam eliminar todos os membros do grupo após a conclusão dos crimes.

Segundo Carloman, Horácio foi o responsável pelo assassinato de Thiago. Ele presenciou o momento em que Thiago foi morto com uma corda e em seguida Horácio usou uma faca para matar Ana Beatriz e Cláudia. O réu também mencionou que espalhou cal sobre os corpos para tentar ocultar o cheiro da decomposição.

Em juízo, Carloman disse que foi prometido a ele 500 mil reais, mas que percebe que nenhum dinheiro justifica os crimes cometidos. Ele ressaltou que a brutalidade contra as crianças foi o principal motivo para ele considerar os atos injustificáveis. Decidiu confessar depois de acompanhar a repercussão do caso enquanto estava foragido e entregou-se para pagar pelo que fez.

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