Nossa rede

Brasília

Cinco marcas de protetor solar não passam em teste de qualidade

Publicado

dia

Pesquisa da Proteste que analisou a qualidade de 10 marcas mostrou que metade apresentou fator de proteção inferior à indicada na embalagem

Em teste de qualidade realizado pela Proteste, cinco marcas de protetor solar para o rosto apresentaram fator de proteção inferior ao indicado na embalagem. Dos dez produtos testados, um também apresentou menor proteção contra raios UVA do que prevê a legislação. A Proteste solicitou uma fiscalização mais adequada dos produtos e pediu aos fabricantes que corrijam a informação nos rótulos dos protetores solares.

Das dez marcas testadas,  cinco não apresentaram o fator de proteção solar (FPS) que consta no rótulo:  Sundown, L’Oreal, ROC, Sunmax e La Roche Posay. O La Roche Posay tinha um FPS 42% menor do que o indicado. A metodologia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permite uma variação de até 17% em relação ao que é informado na embalagem e a formulação do produto, mas nessas cinco marcas, a diferença de percentual foi superior à permitida.

Também foi avaliada a proteção UVA dos produtos. Desde 2012 a legislação brasileira determina que, nos filtros solares, a proteção UVA deve ser um terço do FPS. Ou seja: um protetor com FPS 60 precisa ter proteção UVA igual a 20, no mínimo. O protetor da L’Oreal foi considerado ruim por apresentar 26% do FPS rotulado ao invés dos 33% exigidos para UVA.

Os raios UVA atingem as camadas mais profundas da pele e são os principais responsáveis pelo envelhecimento precoce, bronzeamento, além de também contribuírem para o câncer de pele. Já o FPS avalia a capacidade de os produtos filtrarem a radiação do tipo UVB, que atinge a camada mais superficial da pele, podendo causar vermelhidão, queimaduras e câncer de pele.

O valor de FPS consiste na razão entre o tempo de exposição à radiação ultravioleta necessário para produzir vermelhidão na pele protegida pelo protetor solar e o tempo, para o mesmo efeito, com a pele desprotegida. Quando se usa um filtro solar com FPS 30, por exemplo, a mesma pele leva 30 vezes mais tempo para ficar vermelha. Por isso, saber o exato fator de proteção é fundamental, pois indica o quanto se está protegido contra essa radiação.

O consumidor é duplamente prejudicado com essas alterações, pois além de pagar um preço mais caro por uma proteção que não é oferecida – o valor do produto é proporcional ao Fator de Proteção Solar, ou seja, quanto mais alto o FPS, mais caro -, ele está menos protegido dos efeitos nocivos dos raios solares.

O posicionamento da Sociedade Brasileira de Dermatologia

A Sociedade Brasileira de Dermatologia, única instituição reconhecida pela Associação Médica Brasileira (AMB) e Conselho Federal de Medicina (CFM), como representante dos dermatologistas no Brasil recebeu uma publicação da Associação PROTESTE com resultados relativos a testes realizados com protetores solares no Brasil e esclarece:
1. Os resultados mostrados pela PROTESTE devem ser analisados com muita cautela.
2. A metodologia utilizada para realização de testes com protetores solares deve ter rigorosa comprovação científica. Variações de métodos podem produzir resultados díspares, levando a conclusões equivocadas.
3. Os testes que medem a proteção à radiação UVB chamado FPS e os testes que medem a proteção à radiação UVA, são complexos, com pormenores e detalhes técnicos que podem interferir significativamente no resultado final
4. A Sociedade Brasileira de Dermatologia desconhece os métodos utilizados pela PROTESTE para realizar os testes com filtros solares e desconhece também o laboratório que os realizou. Da mesma forma, esta Sociedade não acusa o recebimento das análises técnicas efetuadas, que serviram como base para os resultados que porventura possam ser publicados.
5. A Sociedade Brasileira de Dermatologia entende que, sem a análise detalhada dos dados completos relativos ao estudo publicado pela PROTESTE, NÃO pode reconhecer os resultados apresentados.
6. Do ponto de vista de saúde pública, o mais importante é que o usuário de protetores solares faça uso continuado e em quantidade adequada destes produtos, cujo objetivo principal é a prevenção do câncer da pele, que é o tipo de câncer mais comum na população brasileira.
Diante destes esclarecimentos, a Sociedade Brasileira de Dermatologia, única representante de mais de 8100 dermatologistas no Brasil repudia qualquer divulgação precipitada, equivocada e alarmista que comprometa suas orientações de proteção solar e reforça que o uso do filtro solar continua sendo uma das mais importantes formas de prevenção do câncer da pele.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia estimula o uso continuado dos fotoprotetores e reforça sua credibilidade nos filtros solares brasileiros que são regulados pela ANVISA e considerados inclusive como referência mundial na tecnologia utilizada na sua fabricação.

Concluindo, a Sociedade Brasileira de Dermatologia vê com muita preocupação a divulgação de testes que, sem as devidas comprovações científicas/dermatológicas, podem desestimular o uso do protetor solar, o que seria um comportamento extremamente perigoso, especialmente no Brasil onde a incidência do câncer da pele é alarmante.

O posicionamento da L’Oréal

A L’Oréal divulgou seu posicionamento sobre os testes da Proteste. Leia, a seguir, o texto na íntegra.

A L’Oréal refuta, de forma absoluta, os resultados apresentados pela Proteste e desconhece os critérios utilizados na realização dos testes em protetores solares conduzidos por esta entidade. O Grupo e suas marcas La Roche-Posay e L’Oréal Paris não foram informados sobre o laboratório no qual foram feitos esses testes, tampouco as condições e os resultados detalhados dos mesmos.

A L’Oréal reafirma seu compromisso com a saúde da população brasileira e fornece produtos seguros e de alta eficácia. Todos os testes de nossos produtos solares – em particular os referentes a segurança e eficácia – foram analisados e aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), conforme regulamentação sanitária vigente.

Ao contrário da Proteste, a L’Oréal apresenta, com total transparência, as análises feitas por laboratórios independentes e de reconhecimento mundial, utilizando as metodologias ISO 24444:2010 (FPS) e ISO 24442:2011 (PPD).

Os testes dos produtos Anthelios XL Fluide FPS 70 (La Roche-Posay) e Solar Expertise Invisilight FPS 50 (L’Oréal Paris), que foram feitos nos laboratórios Dermscan, IEC France e Poland Dermscan, apresentam resultados absolutamente divergentes dos informados pela Proteste, conforme abaixo:

Resultados:

Anthelios XL Fluide FPS 70

(testes realizados pelo Laboratório Dermscan):

FPS = 85,4

UVA: 44,5

 Solar Expertise Invisilight FPS 50

(testes realizados pelos Laboratórios IEC France e Poland Dermscan):

FPS = 58,9

UVA: 23,2

O posicionamento da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos

A Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos refuta, mais uma vez, os dados divulgados pela Proteste relativos à eficácia dos protetores solares.

A Proteste vem utilizando, ao longo dos anos, testes não reconhecidos pela comunidade científica internacional, apresentando resultados altamente questionáveis sobre produtos que há anos são consolidados no Brasil e no mundo. Apesar de mencionar na presente comunicação ter seguido as metodologias requeridas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a Proteste continua não informando o laboratório que realizou a análise e não fornece os detalhamentos necessários que asseguram as condições em que foram feitos os testes.

Em um país com a segunda maior incidência de câncer da pele no mundo, é absurdo que um órgão ainda se manifeste de forma tão leviana contra o trabalho sério desenvolvido por indústrias, entidades científicas e autoridades na busca contínua da maior proteção para o consumidor. É importante lembrar que as indústrias de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos são reguladas pela Anvisa, órgão de alto respeito nacional e internacional que exige a comprovação da eficácia e segurança dos protetores solares via métodos validados internacionalmente.

Estamos convencidos de que a divulgação de informações de natureza no mínimo duvidosa, como as feitas pelo Proteste, induzirá o consumidor ao erro de repensar o uso de produtos essenciais do setor para proteção solar, podendo trazer grande prejuízo tanto para a saúde das pessoas quanto para a própria indústria nacional de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos.

Posicionamento da Johnson & Johnson

A Johnson & Johnson Consumo, detentora das marcas SUNDOWN® e ROC®, reafirma seu compromisso com o consumidor na oferta de produtos de qualidade e na busca constante pela inovação e tecnologia dedicadas à saúde e ao bem-estar dos brasileiros. SUNDOWN® e ROC® oferecem o FPS declarado em suas embalagens, seguem a legislação nacional e são aprovados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Vale reforçar que todos os produtos da linha SUNDOWN®, assim como os da ROC®, além de serem testados e aprovados pela Anvisa, também são validados por metodologias utilizadas por órgãos internacionais, como o FDA (Food and Drug Administration, dos Estados Unidos) e a CCE (Comunidade Comum Europeia).
Em resposta ao teste realizado pela Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), a Johnson & Johnson Consumo informa que não teve acesso a informações específicas sobre a metodologia, o que impede uma análise concreta e fidedigna dos resultados.

A Proteste responde às instituições

Realizamos o teste com produtos encontrados no mercado e disponíveis para o consumidor final, portanto os resultados informados por eles  podem não condizer com o mesmo produto/lote testado por nós, visto que as análises são válidas apenas para o lote em questão e não para todos os produtos do mercado. As análises realizadas estão de acordo com a metodologia descrita pela Anvisa na RDC nº 30 de 1 de Junho de 2012,  e o laboratório é capacitado e com reconhecimento internacional para a realização das mesmas.

Essa foi a quarta vez que a Proteste testou protetores solares. Embora agora tenha sido analisada a versão para o rosto, os resultados mostraram que o problema de discrepância entre o indicado nos rótulos e a real proteção oferecida persiste. Diante disso, a organização solicitou uma fiscalização mais adequada dos produtos, pediu as fabricantes dos produtos que não passaram no teste que corrijam a informação nos rótulos e que a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) obrigue os fabricantes a fazer um recall desses protetores.

O uso diário do protetor solar protege contra o envelhecimento precoce da pele, colabora para a prevenção de manchas e marcas de expressão causadas pela exposição excessiva ao sol, e problemas de problemas mais sérios como o câncer de pele, que corresponde a 30% dos tumores malignos registrados no Brasil.

Clique para comentar

You must be logged in to post a comment Login

Comentar

Brasília

Economia cresce 7,5% no DF em comparação a 2º trimestre de 2020

Publicado

dia

Por

Números foram apresentados nesta quarta (15) em transmissão ao vivo pelos canais da Codeplan e Secretaria de Economia

“Dois fatores são muito importantes para entender a retomada da economia: a vacinação e os programas do GDF, como o Refis e o Pró-Economia, que num contexto de crise ajudam o setor empresarial a planejar melhor suas ações. Com isso, consegue-se manter o emprego e a renda e ainda ampliar as ofertas, com o aumento de ocupação de novas vagas, como inclusive comprova a Ped dos últimos três meses”Jean Lima, presidente da Codeplan

No segundo trimestre de 2021, a atividade econômica do Distrito Federal, mensurado pelo Índice de Desempenho Econômico do Distrito Federal (Idecon-DF), evoluiu 7,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior (2020), sendo o maior crescimento em toda a série histórica do indicador, iniciada em 2012. Os setores que contribuíram para esse resultado foram o da indústria e o de serviços, 11,2% e 7,4%, respectivamente. Já a Agropecuária registrou índice negativo de 0,8/%.

No acumulado dos seis primeiros meses de 2021, a economia do DF expandiu 3,8% em relação ao primeiro semestre há um ano (2020). Os números mostram que a economia local reagiu em relação ao segundo trimestre de 2020, o período mais afetado pela pandemia do Coronavírus, como explica Jean Lima, presidente da Codeplan.

“Dois fatores são muito importantes para entender a retomada da economia: a vacinação e os programas do GDF, como o Refis e o Pró-Economia, que num contexto de crise ajudam o setor empresarial a planejar melhor suas ações. Com isso, consegue-se manter o emprego e a renda e ainda ampliar as ofertas, com o aumento de ocupação de novas vagas, como inclusive comprova a Ped dos últimos três meses”, apontou Lima.

Apesar dos bons números, os resultados trimestrais mostram uma diferente evolução da economia nacional em relação à brasiliense. Isso, deve-se, principalmente, ao perfil produtivo local, onde o setor de serviços determina a dinâmica da atividade econômica, já que representa 95,3% da estrutura produtiva do DF, com grande influência da atividade administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social. Os setores industrial (4,2%) e o agropecuário (0,5%) possuem menor representatividade.

“A economia do Distrito Federal cresceu 7,5% no segundo trimestre de 2021 em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, evidenciando uma melhora significativa do desempenho produtivo local. Vale mencionar que, apesar do resultado brasileiro parecer maior, isso se deve, em parte, ao fato de a economia nacional ter experimentado quedas muito mais expressivas que as distritais em todos os trimestres de 2020. Dessa forma, é factível pensar que o efeito base, que é a comparação com um patamar de referência contraído, foi muito superior para o Brasil do que para o DF. Tanto que, no acumulado em quatro trimestres, o crescimento econômico da capital, calculado em 1,9%, foi superior ao brasileiro (1,8%)”, explicou Jessica Milker, gerente de contas e estudos setoriais da Codeplan.

A secretária adjunta de Economia, Ana Paula Cardoso, participou da apresentação dos dados. Ela avalia que o cenário atual é otimista. “Percebemos um cenário que, depois de toda a crise, e com os reflexos da retomada econômica, inclusive com a influência da vacinação, nos mostra possibilidades positivas de reação”, avalia.

Responsáveis pelo crescimento

– Indústria: Com peso 4,2% na economia da capital, a indústria, registrou aumento de 11,2% no segundo trimestre de 2021 comparando com o mesmo período de 2020.

A construção, responsável por 2,2% da atividade econômica brasiliense e 51,1% do setor industrial, evoluiu 16,6% no confronto dos segundos trimestres de 2021 e 2020. O ritmo de obras no DF aumentou o nível de ocupados na atividade, o que contribuiu para o crescimento desse segmento produtivo. No país, a atividade subiu 13,1%.

O grupo “outros da indústria” cresceu 5,7% no segundo trimestre do ano. O desempenho foi influenciado, em parte, pelos consumos de água e energia elétrica, que ficaram acima do registrado em igual período de 2020. O grupo agrega as atividades das indústrias extrativas e eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação.

– Serviços: O setor de serviços representa 95,3% da economia local, sendo o maior responsável pelo desempenho econômico do Distrito Federal. Em três meses, abril a junho, o setor cresceu 7,4% em relação a igual período do ano anterior.

De acordo com o Idecon-DF, a atividade comercial foi a que mais cresceu no segundo trimestre de 2021, 19,4%, frente ao mesmo trimestre do ano anterior.

Metodologia

O Idecon é calculado pela Codeplan, trimestralmente, desde 2012, por meio de uma metodologia própria, adaptada a partir de parâmetros de cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) do Distrito Federal. O mesmo é uma medida do desempenho da atividade econômica do Distrito Federal no curto prazo, cujo o objetivo é oferecer um indicador que seja tempestivo, capaz de informar e orientar a tomada de decisão dos diversos atores da sociedade da capital federal.

Tempo de Economia

Tempo de Economia é um programa quinzenal da Secretaria de Economia transmitido pelo canal da pasta no YouTube. O debate virtual conta com a participação de especialistas, setor produtivo e representantes do poder público para debater perspectivas e ações pós-covid-19 sob diferentes aspectos.

*Com informações da Codeplan-DF

Ver mais

Brasília

Vacina contra HPV: DF está abaixo da meta de imunizados; veja como se proteger

Publicado

dia

Por

Todas as meninas de 9 a 14 anos, e meninos com idade entre 11 e 14 anos devem ser vacinados contra o papilomavírus humano, HPV, na sigla em inglês. A imunização, nesta idade, protege contra uma série de doenças sexualmente transmissíveis, quando iniciada a vida sexual, e até mesmo do câncer.

A vacina, aplicada em duas doses, é indicada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). No Distrito Federal, a campanha existe desde 2013 para as meninas e desde 2017 para os meninos. No entanto, a meta de alcançar 80% do público não foi atingida.

Segundo os indicadores de imunização da Secretaria de Saúde do DF, de 2013 a junho de 2021, apenas 41,2% das meninas receberam duas doses da vacina contra HPV. Já entre os meninos, de 2017 até junho de 2021, somente 24,3% foram imunizados.

“O desconhecimento sobre a importância da vacinação e a falta de conhecimento sobre o próprio vírus podem explicar os índices abaixo da meta”, diz a enfermeira Milena Fontes, da Secretaria da Saúde do DF.

 

Milena Fontes aponta ainda que muitos jovens não procuram os serviços de saúde, além do que, informações divergentes que circulam a respeito da vacina, atrapalham a campanha.

O que é o HPV?

O HPV é uma infecção sexualmente transmissível de alta prevalência que pode causar desde verrugas genitais e no ânus até neoplasias, como câncer no colo do útero, no pênis, na boca e no ânus. Dos mais de 150 tipos diferentes do vírus, 13 são considerados de alto risco, podendo causar, além dos tumores cervicais, câncer de ânus, vulva, vagina e de pênis.

Altamente contagioso, muitas vezes assintomático e sem cura, ele é transmitido principalmente durante a relação sexual sem proteção. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é o vírus sexualmente transmissível mais comum.

Além da observação dos sinais aparentes, como as verrugas, há exames específicos que devem ser feitos de forma regular. Eles incluem o Papanicolau, disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todas as unidades básicas.

Outros exames específicos como a colposcopia e a peniscopia são realizados a partir da identificação das lesões previamente mencionadas, e também estão disponíveis na rede pública de saúde. Os médicos explicam que nem sempre a pessoa com HPV desenvolve sintomas, mas, ainda assim, pode infectar outros indivíduos pelo contato sexual.

Onde buscar a vacina contra HPV no DF?

Vacina contra HPV distribuída pelo SUS para a rede pública de Saúde — Foto: TV Globo/Reprodução

Vacina contra HPV distribuída pelo SUS para a rede pública de Saúde — Foto: TV Globo/Reprodução

A vacina também é aplicada na rede privada.

O sucesso da Austrália contra o HPV

A Austrália é o primeiro candidato a erradicar o câncer de colo de útero nas próximas décadas, de acordo com a International Papillomavirus Society (IPS), organização internacional que reúne médicos especialistas em HPV.

A campanha no país começou em 2007, com vacinação de meninas nas escolas. Cinco anos depois, a incidência de verrugas genitais na população já havia reduzido em 90%, destaca o médico brasileiro Edison Natal Fedrizzi, membro do IPS.

Em 2013, os meninos foram incluídos na campanha e, em 2015, a incidência de HPV entre mulheres de 18 a 24 anos despencou de 22,7%, registrado dez anos antes, para 1,1%.

“É inaceitável a gente ainda ter morte por câncer de colo de útero no Brasil, uma doença que se previne com vacina”, disse o médico.

 

Ver mais

Brasília

GDF discute meios de aproximação com a Argentina

Publicado

dia

Por

Secretários distritais receberam representantes da embaixada do país no Palácio do BuritiO secretário de Governo, José Humberto Pires, seguindo as diretrizes do governador Ibaneis Rocha de apoiar as iniciativas que incrementem a economia e as relações diplomáticas, recebeu diplomatas argentinos no Palácio do Buriti para discutir meios de aproximação entre o DF e a Argentina. Também representaram o GDF o secretário executivo de Cidades, Valmir Lemos de Oliveira, e a chefe do Escritório de Assuntos Internacionais (EAI), Renata Zuquim.

Cooperação no âmbito educacional e a retomada da rota direta entre os aeroportos de Brasília e Buenos Aires foram alguns dos pontos discutidos na reunião | Foto: Segov-DF

Da parte argentina, participaram do encontro o ministro conselheiro e chefe da Chancelaria da Embaixada Argentina no Brasil, Pablo Antonio de Angelis; o ministro-chefe da Seção Econômica e Comercial, Rodrigo Bardoneschi, e a conselheira Maria Emilia Cortes.

Entre os temas abordados, foram apontadas as vantagens estratégicas de incrementar as relações comerciais entre as redes supermercadistas de ambos os locais, bem como de retomar a rota direta entre os aeroportos de Brasília e Buenos Aires, além de um potencial de cooperação entre Brasília e a Argentina no âmbito educacional.

O secretário de Governo, José Humberto Pires, seguindo as diretrizes do Governador Ibaneis Rocha de apoiar as iniciativas que incrementem a economia e as relações diplomáticas, recebeu diplomatas argentinos no Palácio do Buriti para discutir meios de aproximação entre o DF e a Argentina. Também representaram o GDF o secretário executivo de Cidades, Valmir Lemos de Oliveira, e a chefe do Escritório de Assuntos Internacionais (EAI), Renata Zuquim.

Para o secretário de Governo, o DF simboliza uma região brasileira em franco crescimento. “Brasília é uma síntese do Brasil e é uma síntese do Centro-Oeste, daí a importância de canalizarmos essas parcerias”, afirmou José Humberto.

Já a chefe do EAI salientou a relação entre Brasília e Buenos Aires: “São cidades irmãs, que possuem interesses e iniciativas em comum, e tanto o comércio quanto a educação e o turismo se interligam na promoção do desenvolvimento mútuo”.

*Com informações do Escritório de Assuntos Internacionais (EAI)

 

Ver mais

Brasília

Da escola pública para uma universidade espanhola

Publicado

dia

Por

Estudante do CEM 3 de Taguatinga conseguiu doações e vai estudar na Andaluzia. Oportunidade veio com o projeto Escolas Interculturais Bilíngues

O sonho de Daniel Arruda Ulisses da Silva Sousa começa a tomar forma. Ele foi estudante da rede pública do Distrito Federal e vai cursar engenharia civil na Universidad de Jaén, da Espanha. Nesta segunda-feira (13), o embaixador Fernando García Casas recebeu o estudante na sede da Embaixada da Espanha no Brasil, junto com a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, para parabenizá-lo pelo desempenho escolar.

Para ajudar nas primeiras despesas, como passagem e documentação, Daniel recebeu ajuda de colaboradores da cidade, que fizeram doações por meio de uma vaquinha on-line | Foto: Mary Leal/Secom-SEEDF

Daniel estudou no Centro de Ensino Médio 3 de Taguatinga e se formou no ciclo letivo de 2020. Conseguiu a bolsa pelo destaque no desempenho das aulas no projeto Escolas Interculturais Bilíngues, da Secretaria de Educação em parceria com a Embaixada da Espanha.

“Sempre vi o estudo da língua estrangeira como uma porta para o crescimento dos estudantes e esse projeto tem mostrado isso a jovens da nossa rede pública”Hélvia Paranaguá, secretária de Educação

“Esta é uma segunda-feira muito emocionante para todos nós. Daniel mereceu e vai estudar em uma das 800 melhores universidades do mundo. A Universidad de Jaén está entre as 50 melhores instituições criadas recentemente”, destacou Fernando García Casas.

“Essa oportunidade de estudo será um divisor de águas na vida do Daniel. Vai ser uma contribuição importantíssima na sua formação. Eu sempre vi o estudo da língua estrangeira como uma porta para o crescimento dos estudantes e esse projeto tem mostrado isso a jovens da nossa rede pública”, frisou Hélvia Paranaguá.

A bolsa de estudos conquistada por Daniel tem duração de quatro anos e inclui um valor anual de 2.200 euros para cobrir os custos de moradia. Para ajudar nas primeiras despesas, como passagem e documentação, colaboradores da cidade entregaram um presente ao estudante: fizeram doações, por meio de vaquinha on-line.

A Embaixada da Espanha e colaboradores da cidade também entregaram um presente a Daniel. Fizeram uma arrecadação financeira para ajudar nas despesas com o intercâmbio.

3escolas públicas do DF contam atualmente com o projeto Escolas Interculturais Bilingues

As aulas na Universidad de Jaén começam já em setembro e ele deve embarcar nos próximos dias. Daniel tem ótimas expectativas para essa nova jornada do conhecimento. “Já estou com o pezinho na Espanha. Estou muito emocionado e animado. Represento não só o CEM 3, mas todos os estudantes da rede pública”, diz.

“Tudo foi conquistado com a contribuição de muitos professores, família e amigos. É uma honra conhecer a cultura espanhola. Eu me apaixonei por esse país. Esse projeto vai agregar muito a todos que participam porque são momentos de compartilhamento de experiências inesquecíveis”, comemora o estudante.

“Essa oportunidade está sendo demais para todos. É o reconhecimento pelo esforço do Daniel que sempre foi bom filho. Ele me dá orgulho! Meu coração está apertado de ficar longe, mas estou feliz por ele”, disse Edna Ulisses, mãe do jovem.

A Embaixada da Espanha vai mandar 50 estudantes brasileiros para atuar na Universidad de Jaén por meio de projetos de incentivo a educação em vários estados.

Escola Interculturais Bilíngues

As atividades do projeto Escola Interculturais Bilíngues começaram em 2019 e, atualmente, funcionam em três escolas do Distrito Federal. Assim como o Centro de Ensino Médio 3 de Taguatinga tem parceria com a Embaixada da Espanha, o Centro Educacional do Lago Norte tem com a Embaixada da França e o Centro Educacional do Lago Sul com a Casa Thomas Jefferson.

As ações ocorrem no turno e contraturno com aulas de língua estrangeira. Os professores são todos da Secretaria de Educação e recebem preparação das parceiras.

*Com informações da Secretaria de Educação do DF

Ver mais

Brasília

Trecho 2 do Sol Nascente/Pôr do Sol está 60% pavimentado

Publicado

dia

Por

Ibaneis Rocha vistoriou, nesta sexta-feira (10), as obras das quadras 105 e 128. Investimento de mais de R$ 16 milhões gera 150 oportunidades

O Trecho 2 do Sol Nascente/Pôr do Sol está 60% asfaltado. O Governo do Distrito Federal (GDF) investe mais de R$ 16 milhões em 91 ruas, 23 quilômetros de calçadas e 52 mil metros quadrados de meios-fios. As obras que incluem serviços de drenagem, como a execução de lagoas de detenção e construção de bocas de lobo, não só beneficiam os 150 mil moradores, mas também geram 150 oportunidade de empregos.

Acompanhado do secretário de Governo, José Humberto Pires, do presidente da Companhia Habitacional DF (Codhab-DF), Wellington Luiz, e do administrador da cidade Cláudio Ferreira, o governador Ibaneis Rocha vistoriou, nesta sexta-feira (10), os serviços da quadra 105 e 128 da região. “São diversas obras de energia, creches sendo construídas, duas escolas que serão licitadas pela Secretaria de Educação. São só notícias boas para a população”, comentou o chefe do Executivo local.

José Donato, 65 anos, não esconde a felicidade ao falar sobre o asfalto que não existia quando ele se mudou para a região. “Fui um dos primeiros a chegar aqui. Era poeira e lama diariamente”, lembra o letrista. “Eu trabalho em casa, recebo meus clientes aqui, então para mim fez total diferença e tenho certeza que para toda a comunidade”, garante.

O GDF anunciou o início da emissão de 108 cartas de Habite-se, documento final para licenciar a construção de uma casa ou prédio | Paulo H Carvalho / Agência Brasília

Vizinha de José, Eliete Silva, 51 anos, concorda com ele. A dona de casa, assim como os outros moradores, sofria com as fortes chuvas ou a época de estiagem. “A casa não parava limpa e a gente sempre ficava preocupado quando ia chover. Agora estamos tranquilos com relação a isso. Foi uma grande vitória”, comemora.

A rua onde José e Eliete moram se juntam a mais 51 vias de pavimento asfáltico. Dessas, 33 estão prontinhas para o uso dos moradores. A outras 39 são de pavimento intertravado, ou seja, feito de blocos de concreto – 11 delas já recebem serviços. “Visam a sustentabilidade, uma vez que são permeáveis. É utilizado em locais onde o tráfego é mais leve”, explica o engenheiro da Secretaria de Obras e Infraestrutura, João Vitor Fideles.

Durante a visita, o governador também anunciou o início da emissão de 108 cartas de Habite-se, documento final para licenciar a construção de uma casa ou prédio. “Outras 53 famílias já estão com o documento. Estamos trabalhando para regularizar e escriturar cerca de 23 mil imóveis em todo Sol Nascente/Pôr do Sol”, adiantou o presidente da Codhab, Wellington Luiz.

Outras obras

O Sol Nascente/Pôr do Sol já conta com um restaurante comunitário e um Centro de Referência de Assistência Social (Cras). Em breve, também vai ganhar uma creche para crianças de até 6 anos, além de um terminal rodoviário e um quartel do Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF).

“O Sol Nascente/Pôr do Sol teve um crescimento desordenado. Em parceria com órgãos do governo local estamos trazendo uma nova realidade para os moradores”, reforça o administrador da cidade, Cláudio Ferreira.

Por meio do programa Água Legal, a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) regulariza e amplia os serviços de saneamento para os moradores. Já foram feitas 501 ligações, beneficiando 1.730 mil pessoas dos trechos 1 e 2. Atualmente, as equipes trabalham também no Trecho 3 construindo 747 ligações, melhorando a vida de 2.580 moradores.

Ainda serão executadas 1.632 ligações no Sol Nascente/Pôr do Sol com investimento de R$ 1,6 milhão, totalizando a entrega de 24.480 metros de redes de água para 5.600 mil pessoas. A previsão de entrega é para o primeiro semestre de 2022.

Ver mais

Brasília

Polícia Federal faz buscas em investigação sobre o Sistema S no DF

Publicado

dia

Por

Operação apura possíveis irregularidades em contratos firmados pelo Senai e pelo IEL com empresas de propriedade de dirigente do Sistema S, o que é proibido pela lei

(crédito: Cristiano Costa/ Sistema Fibra )

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (10/9), a Operação Sierra, que investiga uma série de irregularidades nas administrações regionais do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL). São cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, no DF e no Rio de Janeiro.

De acordo com a Polícia Federal, IEL firmou contratos de prestação de serviços com empresas de propriedade de dirigente do Sistema S, o que é proibido pela lei. As investigações apontam que as empresas beneficiadas receberam cerca de R$ 3 milhões.

Os possíveis crimes cometidos são de furto qualificado, falsidade documental e associação criminosa, com penas que podem chegar a 16 anos de reclusão.

Em nota, o IEL disse que recebe com tranquilidade a investigação da PF. De acordo com o Instituto, os mesmos fatos também são apurados internamente e judicialmente, em ações que o IEL busca ressarcimento. “O Instituto Euvaldo Lodi do Distrito Federal está colaborando integralmente com as apurações, pois é o maior interessado no resultado, uma vez que estamos diante de fatos que prejudicaram não só os cofres do Instituto, mas também a sua imagem”, diz a nota.

Veja a nota completa

O Instituto Euvaldo Lodi do Distrito Federal (IEL-DF) recebeu com tranquilidade busca e apreensão pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira, dia 10 de setembro de 2021, tendo em vista que o objeto da busca é decorrente também de apuração interna e de ações judiciais de ressarcimento impetradas pelo próprio IEL-DF contra empresas contratadas pelo Instituto nos anos de 2015 e 2016.

As ações de ressarcimento impetradas pelo IEL-DF tramitam em varas cíveis da Justiça do Distrito Federal e estão em fase de instrução. Com as ações, o IEL-DF busca o ressarcimento dos valores pagos às empresas.

O IEL-DF esclarece também que a apuração de todos estes eventos foi devidamente levada à conhecimento do Tribunal de Contas da União (TCU) pelo Instituto e que não há qualquer relação das empresas investigadas com dirigentes do Sistema S.

O Instituto Euvaldo Lodi do Distrito Federal está colaborando integralmente com as apurações, pois é o maior interessado no resultado, uma vez que estamos diante de fatos que prejudicaram não só os cofres do Instituto, mas também a sua imagem.

Instituto Euvaldo Lodi do Distrito Federal

Ver mais
Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade
Publicidade

Viu isso?