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sábado, 18/04/2026

Bando roubou remédios caros para câncer

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Uma quadrilha especializada em roubo de medicamentos caros para o tratamento de câncer foi desmantelada pela Polícia Civil do Distrito Federal. Esses medicamentos, que podem custar até R$ 80 mil por caixa, eram o foco principal da operação que revelou um esquema sofisticado de desvio e revenda ilegal.

Os remédios, como Imbruvica, Venclexta e Tagrisso, são usados para tratar diversos tipos de câncer, incluindo leucemias, linfomas e câncer de pulmão, e possuem preços elevados devido à sua alta demanda e valor de mercado.

Treze funcionários de empresas farmacêuticas foram investigados por participar do esquema, que envolvia o planejamento e a divisão de tarefas para retirar medicamentos do estoque, escondê-los em caixas de descarte e entregá-los a terceiros.

O Imbruvica, utilizado no tratamento de cânceres do sangue, pode custar entre R$ 15 mil e mais de R$ 82 mil, dependendo da dosagem e quantidade. O Venclexta é indicado para leucemias graves, com caixas custando de R$ 47 mil a R$ 68 mil, e o Tagrisso para câncer de pulmão, com valores entre R$ 30 mil e R$ 40 mil.

Esses medicamentos são considerados de alto custo e exigem controle rigoroso de armazenamento, transporte e prescrição, o que tornava o esquema ainda mais preocupante. Para dar aparência legal aos remédios desviados, a quadrilha usava empresas de fachada que emitiam notas fiscais falsas, permitindo que os medicamentos fossem vendidos para hospitais e instituições de saúde.

A operação foi motivada pela interceptação de uma carga avaliada em aproximadamente R$ 4 milhões, roubada no Rio de Janeiro e levada ao Distrito Federal. Após essa apreensão, a polícia conseguiu identificar os envolvidos e cumprir 17 mandados de busca e apreensão, além da prisão preventiva de cinco pessoas.

O delegado-chefe da 10ª DP, Laércio Rosseto, destacou que o crime ultrapassa o prejuízo financeiro. “Esses criminosos colocaram em risco a vida de pacientes que dependem desses medicamentos para sobreviver. Muitas vezes, os medicamentos eram armazenados de forma inadequada, perdendo sua eficácia e se tornando ineficazes”, afirmou.

As investigações indicam que o grupo pode ter ligações com facções criminosas especializadas em roubos de cargas. A operação contou com o apoio da Divisão de Operações Especiais, da Polícia Civil de Goiás e da Anvisa.

Segundo as autoridades, o desvio desses remédios compromete diretamente o tratamento de pacientes e agrava a gravidade do crime, que atinge frontalmente a saúde e a vida de pessoas vulneráveis.

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