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sábado, 18/04/2026

Argentinos usam carne de burro para enfrentar crise econômica

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A crise econômica na Argentina está fazendo com que as pessoas mudem seus hábitos alimentares. Com o aumento do preço da carne bovina, muitos estão procurando opções mais baratas. Uma dessas alternativas que tem ganhado espaço é a carne de burro.

De acordo com o jornal argentino Página12, a alta repentina no preço da carne bovina transformou esse alimento em um produto caro, frustrando as promessas do presidente Javier Milei sobre a redução de custos e afetando diretamente o consumo da população.

Nos últimos meses, os preços dos alimentos têm subido rapidamente, com aumentos superiores a 10% em apenas um mês. Em alguns casos, os cortes populares da carne ultrapassaram 25 mil pesos argentinos, o que levou a uma queda de cerca de 20% no consumo.

Inflação influencia mudança nos hábitos alimentares

  • A mudança nos preços acontece em um cenário de inflação persistente na Argentina.
  • Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 3,4% em março, o maior nível em um ano.
  • No acumulado de 12 meses, a inflação atingiu 32,6%.
  • Desde que assumiu a presidência em dezembro de 2023, Javier Milei adotou várias reformas econômicas, incluindo a paralisação de obras federais, suspensão de repasses para as províncias e corte de subsídios em setores como energia e transporte, o que elevou o custo de vida.

Açougues e produtores buscam se adaptar

Com os preços da carne bovina subindo, açougues começaram a oferecer alternativas para atrair clientes. O destaque é a carne de burro, vendida por cerca de 7,5 mil pesos o quilo, valor muito menor que o da carne bovina.

O projeto “Burros Patagones”, liderado pelo produtor rural Julio Cittadini, tem sido um sucesso. Ele comenta que a demanda surpreendeu: o estoque, que deveria durar uma semana, foi vendido em menos de dois dias.

“O que colocamos à venda acabou em um dia. Em um dia e meio, não havia mais nada”, explicou Julio Cittadini.

O empreendimento possui autorização do Ministério da Produção de Chubut e segue todas as normas sanitárias, funcionando de forma legal dentro do setor agropecuário da Argentina.

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