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sábado, 18/04/2026

Alckmin defende manter taxa das blusinhas mesmo com governo dividido

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Em Brasília

O presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), defendeu nesta quinta-feira (16/4) a continuidade da chamada “taxa das blusinhas”, que é um imposto cobrado sobre compras internacionais de até US$ 50. Esta posição é contrária à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que considera esse imposto desnecessário.

Alckmin afirmou que mantém sua opinião desde agosto de 2024, quando a medida foi criada. Ele explicou que a taxação ainda é menor que os custos da produção nacional, contando impostos estaduais e federais.

“Eu, lá atrás, e continuo entendendo que ela é necessária, porque, mesmo com a taxa, ainda a tarifa é menor do que a produção nacional. Se você somar 20% de imposto de exportação mais o ICMS dos estados, dá menos de 40%. O produtor nacional paga quase 50%. Então, mesmo assim, a tarifa ainda está menor do que a produção nacional”, disse Alckmin em coletiva no Palácio do Planalto.

Opinião contrária de Lula e governo

Lula disse que sempre achou o imposto desnecessário e reconheceu o desgaste causado pela medida para o governo. Ele também mencionou que está analisando um pacote para reduzir o preço de produtos.

“Eu achava desnecessária a taxa das blusinhas. São compras muito pequenas, as pessoas de baixo poder aquisitivo é que compravam aquilo. Sei do prejuízo que isso trouxe para nós”, afirmou Lula.

Ministro apoia revogação do imposto

Na mesma quinta-feira, o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT-CE), também defendeu a revogação da taxa. Seguindo a linha do presidente, ele disse que a aprovação do imposto causou muito desgaste ao governo petista e que, se o governo decidir revogar, ele concorda com a decisão.

A revogação da “taxa das blusinhas” está em debate dentro do governo, pois o assunto afeta diretamente a popularidade de Lula.

Uma pesquisa feita pela AtlasIntel revelou que 62% dos brasileiros consideram a taxa um erro do governo, enquanto 30% a veem como um acerto. Isso tem aumentado a pressão interna para reavaliar essa política.

Segundo Alckmin, até agora não foi tomada uma decisão final sobre o assunto.

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