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sábado, 18/04/2026

14,1 milhões vivem em casas que ainda queimam lixo no Brasil

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Em Brasília

LEONARDO VIECELI
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS)

A queima de lixo ainda acontece em 4,8 milhões de casas no Brasil em 2025, conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta sexta-feira (17).

Essas casas representam 6,1% do total de residências no país e abrigam 14,1 milhões de pessoas, o que corresponde a 6,6% da população.

Os percentuais se mantiveram iguais em relação a 2024, mas mostraram uma redução em comparação a 2016, primeiro ano da série histórica, quando eram 8,1% e 9%, respectivamente. Os dados fazem parte da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua).

Segundo o levantamento, a prática de queimar lixo está muito ligada às áreas rurais.

Entre os 9,1 milhões de domicílios rurais, mais da metade, 50,2% (ou 4,6 milhões), queimavam lixo em 2025. No meio urbano, esse índice era bem menor, apenas 0,4%.

As casas rurais onde o lixo é queimado representam 94,2% do total dos 4,8 milhões de domicílios que usam essa prática no país no ano passado.

“Isso acontece principalmente em áreas isoladas, nas zonas rurais, onde ainda há muita falta de serviços”, afirmou William Kratochwill, analista da pesquisa do IBGE.

Os dados indicam que a região Nordeste tem a maior concentração de domicílios que queimam lixo, com 2,7 milhões, seguida pela região Norte, com 867 mil.

“É uma questão de logística, precisa haver um esforço maior para que a coleta de lixo chegue à zona rural. As pessoas não vão acumular lixo porque isso traz doenças”, explicou William.

Em dois estados, mais de 20% das casas rurais e urbanas ainda queimavam resíduos em 2025: Piauí (23,2%) e Maranhão (21,9%).

Por outro lado, Distrito Federal (0,4%), Rio de Janeiro (0,6%) e São Paulo (0,6%) tiveram os menores índices.

A pesquisa da Pnad mostra que a coleta de lixo efetuada por serviço de limpeza direta alcançou 86,9% dos lares brasileiros no ano passado. Esse número se manteve estável em relação a 2024 e aumentou em comparação a 2016, quando era 82,7%.

As diferenças também aparecem entre áreas urbanas e rurais. Em 2025, 94% das casas urbanas tinham coleta direta, enquanto isso ocorria em apenas 32,4% das casas rurais. Em 2016, os percentuais eram 91,2% e 29,3%, respectivamente.

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